É
sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não
nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos
companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades
de quem segue conosco...
Mas
enquanto nos distraimos,
em tais incursões a distância
de nós mesmos,
não passamos de aprendizes
que fogem, levianos, à verdade
e à lição.
Enquanto
nos ausentamos
do estudo de nossas próprias
necessidades,
olvidando a aplicação
dos princípios superiores que
abraçamos na fé viva,
somos simplesmente
cegos do mundo interior
relegados à treva...
Despertemos,
a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma
bênção que passa,
sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de
todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos
infelicita quando a graça do
Alto
passa por nós em vão!...
Xavier,
Francisco Cândido. Da obra:
Caridade.
Ditado pelo Espírito André
Luiz.
Araras, SP: IDE, 1978.