As
meditações das pessoas
alusivas à existência
de Deus e da alma foram sempre
permanentes
em todo o curso da História.
O prosseguimento da vida do Espírito
após
a morte do corpo físico e as
reverências ao Criador são
fatos citados em todas as
eras,
conforme dão notícia
os assentamentos históricos
de antigas civilizações.
A
despeito dos erros transcorridos,
ainda remanescem nos tempos atuais
a dúvida
sobre
essas realidades em inumeráveis
criaturas, e, em muitas outras, indisfarçada
descrença.
A
principal razão de tanta incerteza
e incredulidade no meio da sociedade
humana
é,
indiscutivelmente, a forte influência
que a matéria densa exerce
sobre a sutileza da
natureza
espiritual do ser humano, resultando
daí a prevalência transitória
do materialismo
inconsciente
sobre o elemento inteligente e imortal,
às vezes por longo tempo.
A
existência de Deus, o Pai único
de todos os seres e o Criador de todas
as coisas,
jamais
deveria estar sujeita a qualquer espécie
de vacilação porque
em toda parte
há
a comprovação inquestionável
da presença divina em tudo
que existe.
A
realidade do Espírito, por
sua vez, nunca deveria ser objeto
de controvérsia. Os
Espíritos
são os seres inteligentes do
Universo e detentores de inúmeros
atributos. Não
é
difícil entender que a matéria
mesmo quando dotada de vida não
o é de razão, não
é
capaz
de raciocinar, não tem consciência
de si mesma, não pensa. Esses
e outros atributos
pertencem
à alma ou Espírito que
está presente e se manifesta
em todos os lugares.
As
provas da existência da alma,
da sua ação, da sua
feição independente
da
matéria
e de natureza individualizada são
evidentes em todos os instantes. Quer
durante
o
sono ou em vigília, os fenômenos
espirituais são patentes e
insofismáveis e somente
por
ignorância ou má-fé
pode alguém negar a presença
da alma em si mesmo e a contraditar
a
ação dos Espíritos
desencarnados em numerosos fenômenos
que ocasionam
como
elementos livres e individualizados
que povoam o Universo.
Os
materialistas, com a carência
de sua capacidade de discernir,
pensam que a vida resulta das propriedades
da matéria, e que cessada a
vida do corpo tudo se acaba.
Não
perceberam, ainda, que os órgãos
do corpo físico dotados de
força vital são instrumentos
do
comando espiritual.
O
Espiritismo veio esclarecer a Humanidade
a respeito das leis naturais e sobretudo,
pormenorizadamente,
com referência ao Espírito,
à sua natureza, à sua
ação e ao seu destino.
Muitas
pessoas admiram-se de ser pouco difundido
no mundo o conhecimento trazido
pelo
Espiritismo. É oportuno lembrar,
entretanto, que a própria Doutrina
de Jesus,
não
obstante estar há dois mil
anos entre os homens, ainda não
é por todos conhecida,
poucos
a praticam na sua essência e
muitos desvirtuam a sua pureza e as
verdades que ensina.
Antes
do advento do Consolador, pouco se
conhecia sobre a alma. As ciências
a
ela
vinculadas eram limitadas ou quiméricas.
Após a chegada da Doutrina
dos Espíritos,
a
partir da segunda metade do século
XIX, os campos de estudo da alma ampliaram-se
e
surgiram teorias, ensaios e tratados
nessa área, alguns trazendo
contribuições de valor,
outros
limitados ou contraditórios.
Nos últimos 150 anos foram
propostas inovações
científicas
nas áreas da Psicologia e das
atividades a ela relacionadas. Surgiu
a Psicanálise
e
ampliaram-se estudos em torno da Psiquiatria.
Esse esforço intelectual e
cientifico
ensejou
a criação de termos
específicos tais como "extrafísico",
"extra-sensorial" e
outros
para abordagem de questões
da Metafísica e das atividades
que escapam à ação
da
Física. Nos campos dessa ciência,
o aprofundamento dos estudos levou
à Teoria da
Relatividade
e à Física Quântica.
A Biologia teve, também, grande
impulso.
A
Ciência Física tradicional
no mundo se aproxima, aos poucos,
das verdades espíritas,
eis
que o Espiritismo é, também,
científico. A grande carência
humana é, entretanto,
afetiva,
de progresso moral, de convivência
harmoniosa e fraterna. Jamais haverá
no
coração humano paz e
felicidade se suas bases não
estiverem fincadas nas leis de
amor.
Os ensinos espíritas esclarecem
as razões das dores, sofrimentos
e desilusões.
Ao
desvendarem a verdade, acendem a esperança
nos corações.
A
Doutrina Espírita oferece valiosos
esclarecimentos a respeito das condições
da
vida
no Mundo dos Espíritos onde
iremos habitar após a morte
do nosso corpo físico e
tudo
estará relacionado com o grau
do nosso progresso espiritual.
O
princípio das vidas sucessivas
tem estreita ligação
com os demais dispositivos
das
leis naturais. Sem a ciência
desse fundamento torna-se difícil
a compreensão do
funcionamento
das leis que conduzem a vida e regem
o Universo.
As
religiões e as pessoas em geral
têm a obrigação
primária de se respeitarem
mutuamente.
É necessário salientar,
todavia, que qualquer crença
ou indivíduo que não
alcançar
e absorver a realidade da lei de reencarnação
estará limitado em suas convicções
porque
essa norma é basilar e essencial
ao entendimento correto de outras
disposições das leis
divinas.
As
provas da existência da alma
ou Espírito encontram-se por
toda parte a partir
de
nós mesmos, dependendo de nossa
percepção, do nosso
discernimento consegui-las,
pois
são acessíveis a todos
em face da razão e da observação
criteriosa dos fatos.
A
Codificação Kardequiana
relaciona judiciosamente fenômenos
concernentes às
ocorrências
de emancipação da alma,
que atestam de forma irrecusável
a existência do
Espírito
imortal, conforme constam do capítulo
VIII 2 a Parte de O
Livro dos Espíritos.
Ali
estão mencionados vários
exemplos sobre a alma que se afasta
de seu corpo físico e
estabelece
contato com outras; que relembra o
seu pretérito; que visita lugares
e ambientes
e
retorna à matéria densa.
Costuma-se
dizer, para explicar algumas ações
torpes, que "a carne é
fraca". Ora,
o
comando do ser humano é exercido
pela alma e não pelo corpo
físico. Assim, quando
a
pessoa pratica ações
desprezíveis, a fraqueza é
da alma e não da carne. Nessas
ocasiões
o
que se evidencia são as imperfeições
morais do Espírito que se submete,
por influência da matéria,
à natureza animal.
Os
fatos que comprovam a existência
da alma e a sua independência,
além de belos, são de
grande utilidade não somente
por robustecerem a fé como
também por ajudarem na nossa
evolução.
A
Ciência tradicional no mundo
confirma que a eletricidade, o calor,
a luz, o som,
etc.
se propagam através de fios,
do ar, da água e outros meios,
em vibrações que se
deslocam
e podem ser captadas. O Espiritismo
esclarece que o mesmo princípio
se aplica
ao
pensamento, só que por meio
do fluido universal. As ondas de pensamento
podem,
portanto,
ser captadas, observadas as regras
de freqüência e sintonia.
Assim,
é sempre oportuno lembrarmo-nos
da amorosa advertência de Jesus,
o Divino
Mestre:
Vigiai e orai, para não cairdes
em tentação.
WASHINGTON
BORGES DE SOUZA