Há
cerca de 75 mil anos
alguém vivendo em
uma caverna, avistando
o oceano Índico, fez
buracos em um conjunto
de conchas e as amarrou
como adornos - as
mais antigas jóias
conhecidas até hoje.
Os recentes achados
são 30 mil anos mais
velhos do que a jóia
considerada mais antiga,
até então.
A
descoberta da Idade
da Pedra na África
do Sul suporta a teoria
de que traços associados
ao homem moderno,
como uso de itens
simbólicos, foram
desenvolvidos bem
antes dos milhares
de anos atrás após
os humanos migrarem
para o Oriente Médio
e Europa.
Até
então, os adornos
mais antigos conhecidos
eram dentes perfurados
e colares com cascas
de ovos da Bulgária
e Turquia, com 41
mil e 43 mil anos,
e colares com casca
de ostras de 40 mil
anos do Quênia.
Descobertas
na caverna de Blombos,
na costa do oceano
Índico, na África
do Sul, as jóias foram
feitas com buracos
em cascas de um tipo
de molusco. De acordo
com cientistas, há
traços da cor vermelha
nelas, sinal de que
foram pintadas ou
então raspadas contra
algum material dessa
cor.
Christopher
Henshilwood, do Centro
de Desenvolvimento
de Estudos, da Universidade
de Berger, na Noruega,
responsável pela pesquisa,
explica que a habilidade
de usar a linguagem
"deve ter sido essencial
para dividir e transmitir
significados simbólicos
às jóias, e, possivelmente,
a outros artefatos".
O
achado fornece evidências
de que há 75 mil anos
a comunicação humana
foi mediada através
do simbolismo. Henshilwood
disse que os moluscos
usados vivem em estuários
e a fonte mais próxima
para se obtê-los ficava
a 12 milhas da caverna,
significando que foi
necessário tempo e
esforço para adquiri-los.
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