Paleontólogos
escavaram nos Estados
Unidos o fóssil de
um peixe de 370 milhões
de anos com membros
rudimentares, uma
descoberta que coloca
na berlinda a teoria
de que as patas teriam
surgido apenas entre
os primeiros vertebrados
terrestres.
Este peixe viveu em
rios pouco profundos
muito antes do aparecimento
dos primeiros anfíbios
quadrúpedes, de acordo
com artigo publicado
na edição desta sexta-feira
da revista "Science".
O fóssil foi encontrado
durante escavações
para a abertura de
uma estrada na Pensilvânia.
O local apresentava
camadas rochosas sedimentares
do tempo em que a
região esteve coberta
por um vasto mar interior
que se estendia desde
o atual Golfo do México
até ao interior da
América do Norte.
Os estudos indicam
que os membros evoluíram
a partir das barbatanas
e tinham a função
de suportar o corpo
e, talvez, levantar
a cabeça, segundo
Neil Shubin, pesquisador
da Universidade de
Chicago.
Quando este animal
viveu ainda não existiam
vertebrados na terra
seca e os oceanos
eram locais habitados
por carnívoros predadores.
Foi neste ambiente
hostil que surgiu
este animal de cerca
de 60 centímetros,
que era mais do que
um peixe e menos do
que um verdadeiro
anfíbio, segundo Shubin.
"Os registros fósseis
mostram que só mais
tarde começaram a
aparecer animais capazes
de andar em terra",
disse Shubin.
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