Desta vez foram os
ladrões de
tumbas da atualidade
que levaram os arqueólogos
a uma descoberta.
Ao prender os assaltantes
em outubro de 2006,
os egiptólogos
descobriram três
novos túmulos,
enterradas a 10 metros
de profundidade à
sombra da pirâmide
de degraus de Djoser,
que estavam sendo
saqueados há
cerca de dois meses.
Pertencem
aos dentistas reais
e um deles apresenta
uma maldição
inscrita em seu interior.
Segundo
ela, qualquer um que
viole a santidade
da tumba será
devorado por um crocodilo
e uma cobra.
Datadas da V dinastia
(c. 2465 a 2323 a.C.),
as tumbas tinham o
objetivo de honrar
o dentista chefe e
dois de seus auxiliares
que haviam servido
ao faraó e
sua família.
Apesar de servirem
à realeza,
os falecidos eram
de origem modesta:
seus túmulos
foram construídos
com adobe e pedra
calcária de
qualidade inferior.
Dois
hieróglifos,
um olho acima de uma
presa de elefante,
visíveis perfeitamente
na foto acima, identificam
a profissão
de seus ocupantes.
O dentista principal
chamava-se Iy Mry
e os outros dois,
Kem Msw e Sekhem Ka.
Eles
não eram parentes,
mas devem ter sido
sócios ou colegas
para terem sido enterrados
junto.
As imagens que cobrem
os pilares na entrada
da tumba de Iy Mry
mostram-no e à
sua família
imersos em rituais
diários: jogando,
matando animais e
apresentando oferendas
ao morto, inclusive
os tradicionais mil
pães e mil
jarros de cerveja.
Existe ainda uma falsa-porta
elaboradamente pintada
com hieróglifos
diminutos e uma bacia
rasa foi colocada
frente a seu rodapé.
As
múmias não
foram encontradas.
Como
Saqqara, onde os túmulos
foram encontrados,
é o mais importante
cemitério privado
da V dinastia, fica
demonstrado que no
antigo Egito os dentistas
eram tidos na mais
alta consideração.
E isso até
porque eram pessoas
que regularmente tocavam
o corpo dos faraós,
o que era vedado à
maioria dos cortesãos.
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