Uma
das questões que mais inquieta
os homens, de maneira geral, é
o convívio
com os problemas sociais, caracterizados
pela violência, pela fome,pela
ignorância, pela desigualdade
e carência de recursos, muitas
vezes necessários à
própria sobrevivência.
Já
se sabe que esses problemas sociais
decorrem das imperfeições
humanas, sintetizadas, basicamente,
na presença do egoísmo
e do orgulho, com todas as suas manifestações.
Todavia,
apesar dos inúmeros projetos
que tem elaborado, o homem não
consegue, na prática, encontrar
uma solução mais permanente
para esse problema e que lhe traga
paz interior. É natural, portanto,
que isto lhe cause preocupação.
Allan
Kardec, em Obras Póstumas,
abordando esse assunto, observou:
"Somente o Espiritismo, bem entendido
e bem compreendido, pode remediar
esse estado de coisas e tornar-se,
conforme disseram os Espíritos,
a grande alavanca de transformação
da Humanidade" (Projeto 1868).
Dando
ao homem a convicção
de que é um ser imortal; que
há Leis que regem a vida, Leis
essas que emanam do Criador, que são,
marcadamente, ex-pressões do
Amor de Deus para com toda a sua criação
e que impulsionam o ser a um constante
progresso moral, a Doutrina Espírita
descortina um horizonte maior ao homem,
rompendo os limites estreitos da visão
de uma única existência.
Com
esses conhecimentos o homem passa
a dar maior importância aos
valores espirituais, que são
eternos, e menor importância
aos valores materiais, dos quais é
apenas um administrador temporário.
Ele
compreenderá que a conquista
dos valores espirituais passa, fatal-mente,
pela prática da fraternidade
autêntica, pelo exercício
do amor ao semelhante e a tudo o que
o cerca. Compreenderá, ainda,
que, inversamente ao que ocorre com
os valores materiais, quanto mais
oferecemos e doamos os nossos valores
espirituais, representados pelos conhecimentos
e pelas virtudes, mais crescem e mais
se aprimoram em nós esses valores.
Difundir,
portanto, a Doutrina Espírita,
colocando-a ao alcance e a serviço
da Humanidade, através do seu
estudo, da sua divulgação
e da sua prática, atendendo
adequadamente a todos os que buscam
a sua orientação e a
sua assistência, é um
natural dever de consciência
por parte de todos os que já
se beneficiaram com o seu conhecimento.
Tornando
a Doutrina Espírita mais conhecida
e melhor praticada, estaremos, sem
dúvida, contribuindo para a
construção de um mundo
cada vez melhor e colocando em prática
uma das mais nobres formas de manifestação
de caridade, que é a sua própria
divulgação.