O
Comércio é também
uma escola de fraternidade.
Realmente, carecemos da atenção
do vendedor, mas o vendedor espera
de nós a mesma atitude.
Diante
de balconistas fatigados ou irritadiços,
reflitamos nas provações
que, indubitavelmente, os constrange
nas retaguardas da família
ou do lar, sem negar-lhes consideração
e carinho.
A
pessoa que se revela mal-humorada,
em seus contatos públicos,
provavelmente carrega um fardo pesado
de inquietação e doença.
Abrir
caminho, à força de
encontrões, não é
só deselegância, mas
igualmente lastimável descortesia.
Dar
passagem aos outros, em primeiro lugar,
seja no elevador ou no coletivo, é
uma forma de expressar entendimento
e bondade humana.
Aprender
a pedir um favor aos que trabalham
em repartições, armazéns,
lojas ou bares, é obrigação.
Evitar
anedotário chulo ou depreciativo,
reconhecendo- se que as palavras criam
imagens e as imagens patrocinam ações.
Zombaria
ou irritação complicam
situações sem resolver
os problemas.
Quando
se sinta no dever de reclamar, não
faça de seu verbo instrumento
de agressão.
O
erro ou o engano dos outros talvez
fossem nossos se estivéssemos
nas circunstâncias dos outros.
Afabilidade
é caridade no trato pessoal.
Xavier,
Francisco Candido. Da obra: Sinal
Verde.
Ditado pelo Espírito André
Luiz.
42a edição. Uberaba,
MG: CEC, 1996.