"Não
imiteis o homem que se apresenta como
modelo e trombeteia ele próprio
suas
qualidades a todos os ouvidos complacentes."
(Alan Kardec - E.S.E. Cap. XVII -ltem
8).
Não julgue desfavoravelmente,
mesmo que sua observação
o ajude na conclusão precipitada.
Você não pode pretender
ter examinado o assunto sob todos
os ângulos. Muita coisa, que
você vê, não é
exatamente como você vê...
Não
comente desfavoravelmente, mesmo que
tenha sobejas razões para fazê-lo.
Você
não sabe como se portaria,
se estivesse na posição
do antagonista. O que você sabe
não se deu realmente como você
sabe...
Não
pense desfavoravelmente, mesmo que
encontre apoio na atitude de todos.
Você
não conhece o assunto com a
consideração devida.
O que você conhece não
expressa a realidade como você
pensa...
Não
informe desfavoravelmente, mesmo que
você esteja senhor do assunto.
Você
não dispõe de possibilidades
para prever as mudanças que
se operam num minuto. O de que você
está informado não é
conhecimento bastante para que você
informe como foi informado...
Não
opine desfavoravelmente, quando você
puder ajudar, só porque muitos
são contra.
Você
não pode discordar, somente
para agradar a maioria. O de que você
tem notícia não se passou
como lhe disseram...
Ouça
a opinião de duas pessoas de
gostos musicais diferentes, saindo
de um concerto de música clássica...
No
dia do julgamento de Jesus-Cristo,
a multidão julgava, comentava,
pensava, informava e opinava desfavoravelmente
a Ele...
Crucificado,
deu ganho de causa aos assassinos
e perseguidores.
No
entanto, o material com que O julgaram
e as testemunhas que O acusaram não
representavam a verdade, porque, enquanto
todos estavam ligados aos interesses
inconfessáveis do mundo, desejavam
alijá-lo da Terra.
Ele,
que era o Senhor do mundo, ficou,
porém, em silêncio, fiel
ao Supremo Pai, porfiando até
o fim.
* * *
Franco,
Divaldo Pereira. Da obra: Glossário
Espírita-Cristão.
Ditado pelo Espírito Marco
Prisco.
4a edição. Salvador,
BA: LEAL, 1993.