Ela
era chamada de Irmã
Dulce dos pobres,
Peregrina da Caridade
ou Mãe Dulce pelos
milhares de indigentes
que atendia, mas a
verdade é que todos
gostariam de chamá-la
de Santa Dulce da
Bahia, como fazia
o escritor Jorge Amado.
Maria Rita Lopes Pontes
sempre foi considerada
uma santa viva. Em
1991, em seus últimos
meses de vida, recebeu
a visita do papa João
Paulo II -- que mudou
o rumo das atividades
programadas para vê-la
no leito do hospital
--, enquanto milhares
de peregrinos rezavam
por ela nas ruas de
Salvador, pedindo
a salvação da freira
que dedicou sua vida
às obras sociais e
à caridade.
Professora,
aos 18 anos entrou
para o Convento das
Irmãs Missionárias
da Imaculada Conceição,
em Sergipe. Em 15
de agosto de 1934,
fez sua profissão
de fé e voltou a Salvador.
Começou seu trabalho
num barracão, para
onde levava doentes
e desabrigados.
Depois ocupou um galpão
e, despejada pelo
proprietário, transformou
o galinheiro do Convento
Santo Antônio em albergue
para os pobres. Anos
depois, em 1959, Irmã
Dulce conseguiu um
terreno para construir
o Albergue Santo Antônio.
Em 1970, foi fundado
o Hospital Santo Antônio,
ao lado do albergue,
obra que hoje possui
mais de 1.000 leitos
e atende a 4.000 pessoas
por dia.
Irmã
Dulce também abriu
um orfanato para 300
menores e passou muitos
anos saindo diariamente
para pedir donativos
de porta em porta.
Sua obra foi crescendo
e ela percebeu que
era preciso trocar
as ruas pelos gabinetes
das autoridades e
empresários, num trabalho
incansável atrás de
verbas. Abnegada,
a freira baiana viveu
como franciscana:
dormiu por 30 anos
numa cadeira de madeira,
até ser proibida pelo
médico.
Em 1990, com os pulmões
abalados e sérios
problemas respiratórios,
entrou numa agonia
que durou 16 meses,
até ser levada do
hospital para o Convento
Santo Antônio, onde
morreu, em 13 de março
de 1992. “Quero morrer
aos lado dos pobres”,
pediu.
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