Auxilie
a todos para o bem.
Auxilie
sem condições.
Ainda
mesmo por despeito, auxilie sem descansar,
na certeza de que, assim, muitas vezes,
poderá você conquistar
a cooperação dos próprios
adversários.
Ainda
mesmo por inveja, auxilie infatigavelmente,
porque, desse modo, acabará
você assimilando as qualidades
nobres daqueles que respiram em Plano
Superior.
Ainda
mesmo por desfastio, auxilie espontaneamente
aos que lhe cruzam a estrada, porque,
dessa forma, livrar-se-á você
dos pesadelos da hora inútil,
surpreendendo, por fim, a bênção
do trabalho e o templo da alegria.
Ainda
mesmo por ostentação,
auxilie a quem passa sob o jugo da
necessidade e da dor, porque, nessa
diretriz, atingirá você
o grande entendimento, descobrindo
as riquezas ocultas do amor e da humildade.
Ainda
mesmo sob a pressão de grande
constrangimento, auxilie sem repouso,
porque, na tarefa do auxílio,
receberá a colaboração
natural dos outros, capaz de solver-lhe
os problemas e extinguir-lhe as inibicões.
Ainda
mesmo sob o império da aversão,
auxilie sempre, porque o serviço
ao próximo dissolver-lhe-á
todas as sombras, na generosa luz
da compreensão e da simpatia.
Erre
auxiliando.
Ainda
mesmo nos espinheiros da mágoa
ou da ilusão, auxilie sem reclamar
o auxílio de outrem, servindo
sem amargura e sem paga, porque os
erros, filhos do sincero desejo de
auxiliar, são também
caminhos abençoados que, embora
obscuros e pedregosos, nos conduzem
o espírito às alegrias
do Eterno Bem.
Xavier, Francisco Cândido. Da
obra: Apostilas da Vida.
Ditado pelo Espírito André
Luiz.
5a edição. Araras, SP:
IDE, 1993.