Ah...
mas quem sou eu senão uma formiguinha
das menores , que anda pela terra
cumprindo sua obrigação.
Eu
me sinto feliz de ser obstinadamente
médium... Eu gosto de ser médium,
gosto dessa palavra... Quero morrer
médium... É tudo o que
eu sempre quis ser...
A
morte é a mudança completa
de casa sem mudança essencial
da pessoa.
A
revolução em que acredito
é aquela ensinada por Nosso
Senhor Jesus Cristo que começa
pela corrigenda de cada um, na base
do façamos aos outros aquilo
que desejamos que os outros nos façam.
A
dor de tanta gente me penetra a alma
toda.
Sinto-me
na maravilhosa máquina do serviço
espírita à feição
de insignificante peça de emergência,
precisando repelões e consertos
constantes pelas imperfeições
que traz.
Sei
que sou um espírito imperfeito
e muito endividado, com necessidade
constante de aprender, trabalhar dominar-me
e burilar-me, perante as Leis de Deus.
Devemos
efetuar campanhas de silêncio
contra as chamadas fofocas, cultivando
orações e pensamentos
caridosos e otimistas, em favor da
nossa união e da nossa paz,
em geral.
Reconheço-me
à maneira de um trabalhador
do campo, preparando-se para o regresso
ao lar, depois de um longo dia de
trabalho.
Quando
os espíritos julgam necessário,
eles vêm e falam ou escrevem
mensagens para mim, A convivência
com eles prossegue. Aliás,
já me sinto um pouco desencarnado.
Chico
Xavier, o homem-amor. Editora Publicações
S.A .