A
ilha
de
Páscoa
é
uma
ilha
da
Polinésia
oriental,
localizada
no
sul
do
Oceano
Pacífico
(27º
09'
latitude
Sul
e
109º
27'
longitude
Oeste).
Está
situada
a
3.700
km
de
distância
da
costa
oeste
do
Chile
e
sua
população
é
de
3.791
habitantes
(censo
2002),
3.304
dos
quais
vivem
na
capital
Hanga
Roa.
Famosa
por
suas
enormes
estátuas
de
pedra,
faz
parte
da
V
Região
de
Valparaíso,
pertencente
ao
Chile.
Em
rapanui,
o
idioma
local,
é
denominada
Rapa
Nui
("ilha
grande"),
Te
pito
o
te
henúa
("umbigo
do
mundo")
e
Mata
ki
te
rangi
("olhos
fixados
no
céu").
São
118
Km
quadrados
guarda
um
grande
mistério:
Uma
exótica
população
de
aproximadamente
mil
estátuas
de
pedra,
com
formas
humanas.
Como
estas
estátuas
(de
16
a
90
toneladas
com
até
10
m
de
altura
)
foram
esculpidas
e
transportadas
para
os
diversos
recantos
da
ilha
ainda
é
um
enigma
a
ser
desvendado.
O
UMBIGO
DO
MUNDO
Páscoa
é
uma
ilha
vulcânica,
seu
território
tem
a
forma
triangular
e
é
o
pedaço
de
terra
mais
isolado
do
mundo,
no
limite
da
Polinésia
Oriental.
Sua
origem
consiste
em
três
vulcões
que
emergiram
do
mar
um
junto
ao
outro,
em
tempos
diferentes,
nos
últimos
milhões
de
anos,
e
têm
estado
adormecidos
ao
longo
da
história
de
ocupação
da
ilha.
O
mais
antigo
deles
é
o
Poike,
que
entrou
em
erupção
há
cerca
de
600
mil
anos,
formando
o
canto
sul
do
triângulo.
A
subseqüente
erupção
deu
origem
ao
Rano
Kau,
o
segundo
a
emergir,
formando
o
canto
sudoeste
da
ilha.
Por
último,
a
erupção
do
Terevaka,
localizado
no
canto
norte
do
triângulo.
A
ilha
ocupa
uma
área
de
170
km2
e
sua
elevação
é
de
510
metros.
A
sua
topografia
é
suave,
sem
vales
profundos,
exceto
suas
crateras
e
encostas
íngremes
e
cones
de
escória
vulcânica.
Os
habitantes
locais,
segundo
seus
"descobridores"
eram
gentios
paupérrimos
,
que
moravam
em
cabanas
de
colmo,
tendo
como
subsistência
o
que
conseguiam
colher
da
escassa
vegetação
e
do
mar.
Hoje
se
encontram
para
visitação
na
Ilha
de
Páscoa
670
estátuas
e
240
templos.
Existiam
no
entanto
milhares
de
estátuas
,
algumas
de
dimensões
gigantescas
,
destacando-se
entre
elas
uma
que
mede
10
metros
e
pesa
aproximadamente
90
toneladas
e
outra
(semi-acabada)
que
atingiria
20
metros
de
altura
.
Naturalmente
tais
estátuas
não
eram
obra
daqueles
nativos
.
A
Doutrina
secreta
atribui
tal
obra
aos
habitantes
da
Lemúria.
Os
moais
possuiam
cabeças
muito
alongadas,
braços
pendendo
ao
longo
dos
troncos
e
salientes
abdomens.
Alguns
deles
apresentavam
pesados
blocos
de
pedra
avermelhada
(mais
de
10
toneladas)
sobre
as
cabeças
(pukaos)
em
formato
de
chapéus.
A
hipótese
mais
aceita
hoje
em
dia
assegura
que
os
moais
não
representavam
deuses,
mas
sim
dirigentes
políticos,
espirituais
e
figuras
antepassadas
de
prestígio
-
detentoras
de
poder
sobrenatural
(mana)
que
protegeria
os
habitantes
da
ilha
.
Segundo
uma
lenda,
os
primeiros
habitantes
de
Rapa
Nui
desembarcaram
na
praia
de
Anakena,
vindos
de
Hiva
(Marquesas
e
Mangareva),
chefiados
pelo
grande
soberano
Hotu
Matua.
As
lendas
contam
detalhes
de
uma
teocracia
muito
bem
estruturada,
com
classes
definida
de
sacerdotes,
escultores,
pescadores
e
agricultores.
Segundo
estas
lendas,
o
equilíbrio
se
rompeu
porque
a
teocracia
desviou
cada
vez
mais
a
mão
de
obra
produtora
de
alimentos
para
a
construção
destas
obras
gigantescas
.
Então
ocorreu
-
segundo
estas
lendas
-
uma
grande
batalha
entre
os
Hanau
Eepe
-
orelhas
compridas
(a
teocracia)
e
os
Hanau
Momoko
(
os
trabalhadores
)
-
ao
longo
do
fosso
de
Poike;
tendo
como
vencedores
os
Hanau
Momoko
-
orelhas
curtas.
Como
consequência
começam
a
faltar
alimentos
,
pratica-se
o
canibalismo
,
e
acontece
a
destruição
de
muitas
obras
arquitetônicas.
A
ilha
tornou-se
vulnerável
e
aconteceram
muitas
incursões
escravagistas
e
uma
epidemia
de
varíola
dizimou
grande
parte
da
população
nativa.
Demis
Saurat,
escreve
sobre
o
tema;
"O
mistério
mais
inquietante
que
mantém
a
ilha
de
Páscoa
não
está
nas
surpreendentes
estátuas
gigantes
ou
moais,
mas
nas
numerosas
estátuas
menores
esculpidas
em
uma
madeira
especial,
chamada
Toromuro,
que
foram
primeiro
tomadas
como
representações
de
mortos
ou
esqueletos.
No
entanto,
um
estudo
médico
muito
preciso,
baseado
no
estudo
aprofundado
das
glândulas
endócrinas,
demonstrou
que
estas
estátuas
menores
representam
seres
humanos
vivos,
mas
em
condições
que
a
humanidade
não
parece
haver
conhecido
ou
praticado
em
outras
partes".
E
conclui:
"Estes
homens
se
submetiam
à
disciplina
divina
tentando
parecer-se
aos
insetos
tanto
quanto
seu
corpo
o
permitisse,
buscando
uma
alma
tão
próxima
à
dos
Deuses
Insetos,
quanto
pudesse
ser
a
alma
humana".
Muitas
teses
para
muitos
mistérios
que
estão
todavia
em
vias
de
ser
descobertos.
Por
isso
parece
oportuno
estabelecer
uma
síntese
das
diversas
informações
para
tratar
de
desenvolver
um
"panorama"
da
ilha
de
Páscoa,
que
permita
adiantar
uma
nova
hipótese,
partindo
de
tudo
o
que
sabemos
do
enigma
pascoense
e
seus
prolongamentos.
Vamos
ver
o
que
era
Rapa
Nui
em
tempos
de
seu
descobrimento
e
para
isso
é
preciso
revisar
um
mito
do
qual
podemos
partir:
Terra
Australis
Nondum
Cogtiite,
A
Terra
Austral
Desconhecida.
Gigantes
de
Pedra
(Moais)
Os
enigmáticos
"moais"
da
ilha
de
Páscoa.
Existem
quase
600
disseminados
por
todos
os
lugares,
e
sua
altura
é
muito
considerável,
superando
quase
sempre
os
seis
metros.
Já
expusemos,
ainda
que
muito
superficialmente,
alguns
dados
da
ilha
de
Páscoa.
Dados
sobre
sua
geografia,
seu
descobrimento,
a
possível
origem
de
seus
primeiros
habitantes
e
alguns
detalhes
de
seus
misteriosos
restos
arqueológicos.
Porém
ficou
claro
que
ainda
faltava
muito
por
dizer.
Assim,
vamos
continuar
tratando
de
revelar
esses
enigmas
que
esboçamos
no
tema
anterior
e
sua
possível
mensagem.
"MANA",
uma
lenda
fantástica
Já
ficou
anotado
que
um
dos
principais
problemas
que
apresentava
o
estudo
e
a
interpretação
dos
"moais"
gigantes
era
o
de
explicar,
de
uma
maneira
racional,
o
modo
de
transportar
as
estátuas
desde
o
lugar
de
sua
construção
até
o
lugar
de
localização.
Alguns
pesquisadores
que
estudaram
o
assunto
destacaram
que
os
pascoenses
podiam
ter
conhecido,
há
muitos
milhares
de
anos,
a
utilização
do
plano
inclinado
e
de
complexos
sistemas
à
base
de
cangalhas.
Os
pascoenses
ignoram,
ou
simulam
ignorar,
alguma
explicação
que
permita
ater-nos
a
interpretações
racionais.
Dizem
que
as
estátuas
foram
deslocados
por
"Mana"
o
que
desconcerta
e
faz
"graça"
a
todos
os
cientistas
oficiais.
De
todos
os
modos,
como
aponta
Francis
Maziére:
"é
estranho
que
a
resposta
seja
sempre
a
mesma.
A
crença
no
mana
é
muito
importante
e
generalizada
na
Polinésia".
Para
compreender
melhor
a
idéia,
citemos
a
H.
Never
Mann:
"O
mana
descansa
sobre
a
seguinte
idéia:
Tudo
o
que
sobre
a
terra
possui
um
poder
especial
é
em
alguma
forma
a
"cópia"
de
um
modelo
criado
no
outro
mundo,
seja
pelos
deuses,
no
lendário
país
de
Hawaiki,
o
paraíso,
ou
seja,
pelo
contrário,
no
mundo
inferior.
É
assim
que
quando,
por
exemplo,
um
machado
cortava
particularmente
bem,
ou
quando
uma
embarcação
indígena
(barca
de
flutuadores
ou
casco
duplo)
se
"agarrava"
muito
bem
ao
mar,
a
única
explicação
possível
era
que
em
um
desses
países
longínquos
existia
um
machado
ou
uma
embarcação
do
mesmo
tipo,
das
quais
as
cópias
terrestres
derivam
seu
"mana".
Assim
o
"mana",
ainda
que
pareça
manifestar-se
espontaneamente,
é
sempre
emprestado".
Uma
idéia
platônica?
Não
"soa"
isto
à
teoria
platônica
das
idéias?
Certamente,
a
crença
no
mana
e
a
teoria
platônica
não
são
idênticas
e
não
têm,
tampouco,
o
mesmo
significado,
mas
devemos
admitir
que
existe
entre
ambas
certa
"semelhança
familiar",
que
uma
origem
comum
da
cultura
poderia
explicar
perfeitamente.
E
mais
surpreendente
Jacques
d'Ares,
dando-nos
a
conhecer
a
existência
no
oceano
Pacífico
de
uma
palavra
"que
qualifica
uma
força
extrafísica,
uma
força
vital",
que
ortografa
MaNa.
"Por
que
curioso
azar
-
se
pergunta
esta
palavra
tem
a
mesma
raiz
que
as
"Leis
de
Manú",
Menés,
Minos
e
o
Minotauro,
ou
o
Grande
Manitú,
nomes
que
têm
direta
relação
com
os
grandes
"instrutores"
do
mundo,
isto
é,
com
tudo
o
que
nos
vem
do
mundo
invisível?"
Significado
das
letras
M
e
N
Jacques
d'Ares
nota
de
certa
forma
que
"as
duas
consoantes
consecutivas,
M,
N,
são
encontradas
na
palavra
inglesa
MAN
que
significa
Homem,
isto
é,
o
que
tem
a
"Chispa
do
Espírito
Invisível,
ainda
estando
constituído
de
matéria,
caracterizados
estes
dois
elementos
pela
letra
N
(o
Desconhecido
ou
o
Incognoscível,
a
divindade
metafísica)
e
a
letra
M
(a
matéria
ou
Matéria
Prima
que
representa
o
elemento
negativo
em
relação
com
o
positivo
N).
E
por
que
o
Homem
que
associa
esses
elementos
espirituais
(N)
e
materiais
(M),
e
caracterizado
com
a
MaNo,
igual
palavra
por
certo,
que
a
Mana
que
sempre
se
MaNifestou
por
meio
do
Magnetismo,
isto
é,
pela
Mano
...
?
E
conclui:
"Na
realidade
estamos
longe
da
ilha
de
Páscoa,
mas
muito
próximo
do
caminho
das
origens
da
HuMANidade".
Segundo
as
informações
recebidas
por
Maziere,
somente
homens
possuiam
o
"mana"
na
ilha.
Uma
vez
terminado
o
dificultoso
entalhe
das
estátuas,
"o
rei
lhes
dava
o
mana
para
deslocá-las".
Os
moais
continham
Mana
Segundo
a
tradição
pascoense,
o
papel
do
"Mana"
não
somente
era
limitado
ao
deslocamento
dos
moais,
mas
também
que
este
estranho
poder
habitava
as
estátuas
chegadas
a
seu
destino.
Supõe-se
que
os
gigantes
de
pedra
adquiriam
seu
poder
quando
era
colocado
sobre
suas
cabeças
o
chapéu
de
pedra
calcária,
ou
"pukao",
e
lhes
abriam
os
olhos.
Está
comprovado
que
os
moais
do
canteiro
de
Rano
Raraku
não
tinham
cavadas
as
órbitas
de
seus
olhos.
Mas
quando
eram
colocados
sobre
o
Ahú,
lhes
"abriam
os
olhos'
"
fazendo
alguns
buracos
na
cavidade
orbital,
e
lhes
colocavam
um
olho
de
coral
branco,
marcando
a
iris
com
calcário
vermelho.
Em
seguida
lhes
tocavam
com
o
"chapéu"
,
e
assim
as
estátuas
se
convertiam
em
ídolos
"carregados";
e
por
seus
olhos
abertos
emanava
o
fluído
do
mana".
Foram
utilizadas
forças
estranhas?
O
assunto
nos
sugere
muitas
perguntas.
Se
pode
pensar
que
alguns
homens,
em
alguma
época,
puderam
utilizar
forças
eletromagnéticas
ou
a
força
de
antigravitação?
Podemos
deduzir
que
as
anomalias
magnéticas,
que
alguns
navegantes
detectaram
e
calcularam
seu
centro
na
ilha
de
Páscoa,
se
devem
a
alguma
força
nesta
região
do
Pacífico,
que
os
antigos
sábios
da
ilha
teriam
dominado?
Francis
Maziere
recolheu
esta
explicação
de
boca
de
um
ancião
sábio
da
ilha;
"todos
os
moais
do
vulcão
Rano
Raraku
são
sagrados
e
olham
uma
parte
do
mundo
sobre
a
qual
têm
o
poder
e
a
responsabilidade,
é
porisso
que
esta
terra
foi
chamada
o
Umbigo
do
Mundo.
Todos
os
moais
que
olham
para
o
sul
são
diferentes.
Vigiam
a
força
dos
ventos
da
Antártida
e
transmitem
todos
os
seus
poderes
a
uma
enorme
pedra
vulcânica
vermelha
que
é
o
limite
do
Triângulo
das
ilhas
do
Pacífico"
.
É
esta
pedra
a
que
tem
relação
com
as
anomalias
magnéticas
que
são
produzidas
nesta
região?
Mais
adiante
tentaremos
responder
à
pergunta.
Outros
surpreendentes
achados
em
Páscoa
As
estátuas
e
os
Ahús,
aos
que
também
fizemos
referência,
não
são
os
únicos
monumentos
erigidos
pelos
pascoenses.
Durante
a
expedição
do
norueguês
Thor
Heyerdahl,
foi
descoberto
um
observatório
solar,
baseado
no
princípio
do
Gnomom,
que
era
um
instrumento
astronômico
composto
de
uma
vareta
vertical
que
fazia
sombra
sobre
uma
superfície
plana
ou
uma
placa
furada
que
projetava
uma
imagem
elíptica
do
sol,
indicando
os
solstícios
e
os
equinócios.
Anteriormente,
no
século
XIX,
o
explorador
Thomson
havia
descoberto
as
ruínas
de
um
grande
templo,
situado
próximo
dos
vulcões
Rana
Roraca
e
Rana
Rau.
Este
templo
devia
medir
aproximadamente,
uns
35
metros
por
5,
atendo-nos
às
pedras
caídas
no
.solo.
Os
restos
do
grande
templo
"Existiam
ainda
muros
de
dois
metros
de
altura
por
outro
tanto
de
espessura",
nos
explica
Thomson.
"Algumas
pedras
tinham
esculpidas
formas
que
eram
símbolos
utilizados
na
primeira
religião
do
homem".
Existem
também
umas
incríveis
avenidas
ladrilhadas
que
desaparecem
no
mar.
Para
a
arqueologia
oficial
estas
calçadas
somente
seriam
correntes
de
lava
fendida
ou
rampas
para
barcos.
Mas
é
difícil
aceitar
esta
explicação
tão
simples,
posto
que
em
outros
pontos
da
Polinésia,
a
muitos
milhares
de
quilômetros
de
Páscoa,
foram
encontradas
rotas
similares.
Segundo
o
arqueólogo
americano
Mckem,
que
as
estudou
detalhadamente,
não
pode
duvidar-se
de
que
se
trata
de
rotas.
No
arquipélago
das
Tonga,
em
Valewa,
uma
destas
calçadas,
de
dois
metros
de
largura,
divide
em
duas
partes
a
ilha:
Outra
rota
está
na
ilha
Vavau
e
sai
da
costa
para
subir
em
linha
reta
pela
ladeira
oeste
do
monte
kafoa.
10.000
metros
cúbicos
de
pedra,
para
quê?
Voltando
ao
explorador
Thomson,
este
declarou,
também,
ter
descoberto
uma
espécie
de
plataforma,
formada
por
imensas
pilhas
de
pedra.
Ao
parecer
estes
montões
de
pedras
têm
uns
10
metros
de
altura
por
60
a
100
metros
de
comprimento
e
cada
um
representava
um
volume
de
6.000
a
10.000
metros
cúbicos,
e
segundo
suas
palavras
"estão
dispostos
para
serem
carregados
para
algum
outro
lugar,
possivelmente
para
a
construção
de
templos
e
palácios".
Por
sua
parte,
o
professor
Vincent
faz
alusão
a
uma
das
mais
antigas
lendas,
recolhida
em
um
antigo
livro
espanhol
que
dá
conta
da
viagem
do
capitão
Gonzáles
de
Haedo,
em
1771,
à
ilha
de
Páscoa.
Esta
lenda
mencionaria
"a
existência
nesta
ilha
de
pirâmides
do
Antigo
Continente
Pacífico,
hoje
cobertas
pelos
sedimentos
do
Dilúvio,
como
algumas
pirâmides
do
México,
por
exemplo,
a
de
Cholula".
Falso
ou
verdadeiro?
Somente
as
explorações
e
o
estudo
profundo
poderão
algum
dia
contestar
a
pergunta,
Restos
de
distintas
épocas
Resumindo
acerca
da
arqueologia
da
ilha,
fica
claro
que
em
Páscoa
coexistem
vários
tipos
de
monumentos.
Uns
são
de
construção
relativamente
recente
como
os
moais
e
Ahús
do
período
clássico.
Podemos
dizer
que
em
sua
concepção
e
em
suas
formas
são
tipicamente
polinésios;
no
entanto,
tudo
é
diferente
e
desmesurado
e
os
indígenas
os
fazem
possuidores
do
poder
do
mana.
Os
outros
monumentos,
considerados
como
os
mais
arcaicos,
estabelecem
muitos
problemas
mais
sobre
sua
data
de
construção.
Alguns
pesquisadores
estão
chegando
a
considerá-los
como
os
restos
de
uma
civilização
megalítica,
cujas
enigmáticas
ruínas
estão
repartidas
por
todo
o
planeta.
As
surpresas
e
as
interrogativas
na
ilha
de
Páscoa
nunca
terminam,
em
especial
porque
todavia
não
dissemos
quase
nada
acerca
do
mais
incrível
dos
mistérios:
a
escrita
rongo-rongo.
Uma
escrita
indecifrável
Já
mencionamos
no
número
anterior
como
foram
descobertas
as
primeiras
tábuas
rongo-rongo
da
ilha,
como
o
bispo
de
Taití,
monsenhor
Jaussen,
tentou
decifrar
seu
significado
pela
primeira
vez.
A
este
seguiram
outros
muitos
estudiosos,
sem
que
até
o
momento
se
tenha
uma
idéia
muito
acertada
do
que
explica
esta
escrita.
Como
Francis
Maziere
escreve:
"estes
ideogramas
encerram
uma
força
de
pensamento,
portanto
de
palavra,
que
nossa
forma
de
transcrição
não
pode
imaginar.
Não
existe
dúvida
de
que
estes
ideogramas
encerram
em
si
mesmos
toda
a
força
de
concentração
e
de
vida
que
somente
possuem
os
símbolos
matemáticos,
que
estão
sendo
convertidos
na
única
língua
universal"
.
Se
atendemos
a
esta
explicação
de
Maziere,
como
na
ilha
de
Páscoa,
que
é
uma
das
terras
habitadas
mais
isolada
do
resto
do
mundo,
existiu
uma
linguagem
tão
complexa
e
esotérica
que
o
único
comparável
são
as
abstrações
da
matemática
moderna?
Influências
da
Ásia
Central?
Quem
imaginou
esta
escrita?
Os
relatos
dos
indígenas
afirmam
que
a
escrita
foi
levada
à
ilha
pelo
rei
Hotu-Matus.
No
entanto,
isto
estabelece
um
sério
problema
aos
que
afirmam
que
Hotu-Matua
procedia
das
Marquesas
e
Mangareva,
porque
em
nenhuma
outra
terra
polinésia
se
conserva
a
recordação
destas
tábuas.
O
primeiro
indício
do
aparecimento
de
novas
e
mais
racionais
teses
sobre
a
origem
da
escrita
pascoense
foi
dado
em
1894
pelo
filólogo
Lacouperie.
Este
pesquisador
notou
que
existiam.
inexplicáveis
e
surpreendentes
semelhanças
entre
os
"glifos"
descobertos
na
Polinésia
e
os
pertencentes
a
culturas
situadas
na
Asia
central
e
sudeste.
Até
os
anos
trinta,
o
descobrimento
do
arqueólogo
Guillaume
de
Hevessy
foi
uma
revelação
demasiadamente
importante
para
ser
ignorada.
Haviam
sido
encontrados
caracteres
parecidos
aos
das
tábuas
pascoenses
em
selos
descobertos
nas
escavações
do
Mohenjo-
Daro,
no
vale
do
Indo,
na
India.
Hevessy
colocou
em
colunas
paralelas
caracteres
dos
selos
e
as
tábuas,
e
surpreendeu-se
ao
observar
que
centenas
destes
sinais
eram
"similares
e
até
idênticos"
.
A
conexão
com
Mohenjo-Daro
Apesar
da
importância
do
descobrimento
de
Hevessy,
não
foi
o
primeiro
achado
importante
que
saíra
das
escavações
em
Mohenjo-Daro.
Em
1921-22
e
logo
no
ano
1927,
sir
Jhon
Marshall
e
Rail
Bahadur
Daya
surpreenderam
o
mundo
com
suas
descobertas
no
vale
do
Indo
declarando
que
haviam
descoberto
"uma
civilização
avançada
e
muito
uniforme,
muito
próxima
às
civilizações
contemporâneas
da
Mesopotamia
e
do
Egito,
ainda
que
superior
em
alguns
aspectos".
O~
descobrimentos
feitos
em
Mohenjo-Daro
e
Harappa
nos
dão
a
descrição
de
seus
habitantes
do
UI
ou
IV
milênio
antes
de
Cristo
e
de
monstram
que
estes
habitantes
desfrutavam
uma
cultura
muito
elevada.
Quase
sessenta
anos
depois
da
descoberta
deste
lugar
fantástico,
não
se
sabe
quase
nada
sobre
quem
foram
os
autores
da
civilização
do
Indo,
de
onde
vieram,
nem
para
onde
desapareceram
até
os
anos
1800-1500
antes
de
Cristo.
Semelhanças
muito
difíceis
de
explicar
E
aqui,
novamente,
o
mais
surpreendente
de
todo
o
encontrado
foi
uma
Frita
que
ninguém
pode
decifrar
tampouco.
foram
descobertos
2.000
selos
talhados
em
esteatite,
em
seguida
gravados
e
endurecidos
ao
calor,
em
Harappa
e
Mohenjo-Daro.
Cada
selo
é
uma
representação
de
cenas
mitológcas
ou
animais
como
búfalos,
touros,
cabras,
tigres,
etc.
Também
levam
uma
breve
inscrição
ao
redor
de
uma
vintena
de
sinais.
Nem
por
meio
de
computadores
conseguiu-se
decifrar
esta
escrita.
E
este
é
o
núcleo
do
assunto:
sobre
os
270
sinais
registrados
no
Vale
do
Indo,
130
se
parecem
até
confundir-se
com
os
sinais
escritos
nas
tábuas
rongo-rongo
da
ilha
de
Páscoa.
Também
foi
encontrado
provável
parentesco
entre
os
ideogramas
da
ilha
de
Páscoa
e
os
das
Katuns
as
inscrições
do
chamado
"Codex
Borbonicu's",um
dos
livros
aztecas
mais
antigos.
o
método
Barthel
de
decifração
O
nome
de
Thomas
Barthel
é
inseparável
do
enigma
das
tábuas
pascoenses.
Graças
à
profundidade
de
seus
estudos
sobre
a
cultura
polinésia,
este
sábio
pesquisador
está
reconhecido
no
mundo
científico
internacional
como
um
dos
que
mais
contribuiu
ao
conhecimento
das
antigas
civilizações.
Sem
regatear
meios
nem
tempo,
Barthel
começou
estudando
todos
os
sistemas
de
escrita
primitivas
conhecidas
e
seu
modo
de
decifração.
Detalhe
a
detalhe,
conheceu
todas
as
civilizações
polinésias,
suas
migrações,
suas
culturas
e
suas
possíveis
procedências.
Finalme~te
reuniu
todos
os
sinais
"rongo-rongo"
co~eCldos
e
os
catalogou.
Este
método
lhe
permitru
saber
se
era
um
sistema
de
tipo
alfabético,
como
o
nosso,
ou
pictográfico.
Em
seguida
comprovou
que
a
escrita
"rongo-rongo"
tinha
que
ser
incluída
nesta
segunda
categoria,
pois
um
alfabeto,
em
geral,
não
tinha
mais
de
30
sinais,
enquanto
que
Barthel
havia
encontrado
mais
de
600
sinais
nas
tábuas
pascoenses.
A
literatura
pascoense
Depois
de
anos
de
pesquisa,
o
Dr.
Barthel
chegou
à
conclusão
de
que
"a
escrita
pascoense
consiste
em
um
sistema
de
notação
de
palavras
chave
a
partir
das
quais
os
Chantres
rongo-rongo
podiam
criar
salmodias
e
textos
sagrados".
Segundo
Thomas
Barthel
os
textos
encerrariam
contos
e
mitos
pascoenses
e
polinésios,
assim
como
detalhes
de
certos
rituais.
Outro
pesquisador,J
ean
Bianco,
que
conhecia
em
todos
os
detalhes
a
obra
de
Barthel,
notou
que
as
descobertas
do
sábio
alemão
estavam
demonstran
do
"que
existe
uma
relação
direta
entre
a
mitologia
polinésia
e
os
conhecimentos
astronômicos
deste
povo".
Decifrando
algumas
palavras
E
o
demonstra
com
exemplos
como
este:
os
glifos
identificados
por
Barthel
como
um
tubarão
e
dois
pássaros
unidos
foram
cantados
por
Meteoro
assim:
Kua
Moe
Te
Ngoe
e
Erue
Ra
Manu.
Bianco
nota
que
Ngoe
é
um
dos
nomes
que
os
pascoenses
deram
à
Via
Láctea.
"Esta
palavra
é,
então,
o
equivalente
de
mangueira,
tubarão
em
pascoense.
Rua
Manu,
dois
pássaros,
é
o
nome
tahitiano
da
Cruz
do
Sul.
Posso
assim
concluir
que
o
conto
das
tábuas
que
fala
do
tubarão
e
de
dois
pássaros
trata
na
realidade
sobre
a
Cruz
do
Sul,
que
efetivamente
está
na
Via
Láctea.
No
entanto,
depois
de
ter
adivinhado
a
Via
Láctea
por
trás
do
tubarão,
quem
será
capaz
de
encontrar
o
sentido
último
desta
escrita?
Ainda
que
Barthel
e
Bianco,
junto
com
outros
pesquisadores,
tenham
razão
de
pensar
que
as
tábuas
relatam
hábitos,
costumes
e
lendas
da
ilha
de
Páscoa,
isto
nunca
nos
revelaria
o
sentido
profundo
que
encerra
cada
sinal.
Tampouco
podemos
explicar
como
uma
cultura
se
preocupou
tanto
de
restringir
o
conhecimento
necessário
para
a
interpretação
dos
sinais
a
um
grupo
de
iniciados
muito
limitado,
se
somente
se
tratava
de
contos
e
lendas.
Ao
contrário,
tudo
faz
supor
que
atrás
destes
contos
e
lendas
está
escondida
uma
verdade
profunda
e
muito
distinta
à
tradução
literal
das
tábuas.
Alguns
pesquisadores
supõem
que
as
tábuas
constituiam
os
arquivos
da
ilha,
sem
poder
explicar
por
que,
mais
se
isto
fosse
certo,
os
pascoenses
foram
os
únicos
polinésios
que
possuiam
arquIvos.
A
mensagem
dos
iniciados
Em
toda
a
geografia
de
Páscoa
existe
sinais
por
decifrar,
nas
tábuas
"rongo-rongo"
e
também
sobre
as
pedras,
sobre
os
moais
e
cantilados.
Foram
encontrados
muitos
símbolos
solares
entalhados
nas
pedras
e
entre
os
mais
reproduzidos
está
a
"vulva".
A
vulva
identifica
simbolicamente
ao
sol,
como
o
loto.
O
sexo
feminino
e
o
masculino,
o
falo,
tinham
um
grande
papel
na
religião
primitiva.
Sobre
um
moai,
que
se
encontra
custodiado
no
Museu
Britânico,
foram
contados
de
cima
para
baixo,
um
círculo
perfeito
representando
ao
sol,
três
traços
curvos
e
unidos
pelas
bordas,
com
a
concavidade
para
cima,
símbolo
de
Mu
e
uma
M
correspondente
à
escrita
hierática
desse
continente.
O
culto
solar
desenvolvido
na
ilha
de
Páscoa
é
observado
de
maneira
clara
ao
estudar
a
disposição
e
o
caráter
de
seus
monumentos.
Os
descobrimentos
do
capitão
Cook
O
capitão
inglês
Cook,
em
seu
"Diário"
fala
de
"muitas
pequenas
pilhas
de
pedras
dispostas
em
diferentes
lugares
ao
longo
da
costa.
Duas
ou
três
pedras
da
ponta
de
cada
pilha
eram
geralmente
brancas".
O
que
o
capitão
Cook
descobriu
eram
autênticas
construções
iniciáticas,
dedicadas
ao
culto
do
sol
e
se
sabe
que
o
branco
era
a
cor
inicial
por
excelência.
Quanto
aos
símbolos
propriamente
ditos,
o
reproduzido
com
maior
freqüência
na
ilha
de
Páscoa
e
que
parece
ter
sido
o
de
mais
influência
sobre
os
indígenas
é
o
do
Homem-Pássaro,
e
portanto
o
ovo.
As
pirâmides,
menires
e
os
obeliscos
são
monumentos
que
representavam
os
raios
do
sol
petrificados.
O
significado
atribuído
aos
menires,
unanimemente
aceito,
é
um
significado
solar
e
fálico.
Esta
religião
solar
é
o
culto
mais
antigo
que
se
conhece,
pois
a
construção
de
menires
constitui
o
primeiro
exemplo
conhecido
da
arte
universal
e
já
citamos
que
se
encontram
repartidos
por
todo
o
planeta,
desde
a
Bretanha
até
a
Terra
do
Fogo,
passando
pela
Africa,
China,
India
e
Mongólia.
Assim
pois,
podemos
considerar
o
culto
solar
como
a
religião
do
Deus
Único.
René
A.
Foatelli
decompõe
a
palavra
ahú
em
"A
Hu",
sendo
Hu
o
grande
deus
celta
e
A
uma
vogal
solar.
Também
Marcel
Homet
acrescenta:
"As
estátuas
da
ilha
de
Páscoa
são
menires,
associados
a
Crom,
deus
solar,
e
os
altares
de
pedra
vulcânica
são
chamados
Tepl.
Então
pode
ser
deduzido
que
na
Polinésia
a
identidade
entre
os
deuses
Crom
e
Rá
é
completa".
Esta
seria
a
religião
da
raça
original,
da
que
procederiam
os
caucasianos.
Ninguém
pronunciava
seu
nome,
mas
o
do
símbolo
de
todos
os
seus
atributos:
o
Solou
Rá.
As
tradições
do
"Império
do
Sol"
Os
habitantes
da
ilha
de
Páscoa
afirmam
que
em
tempos
remotos
sua
terra
era
muito
maior,
e
já
dissemos
que
de
maneira
mais
geral
em
todas
as
ilhas
do
Pacífico
se
recorda
uma
"grande
terra"
que
submergiu
no
mar.
O
professor
Louis-Claude
Vicent
diz:
"Existe
um
evidente
parentesco
entre
todas
as
populações
das
ilhas
do
Pacífico,
apesar
do
mútuo
isolamento.
Estas
populações
descendem
da
mesma
raça
e
falam
as
mesmas
línguas.
Isto
seria
explicado
se
fosse
verdade
que
estas
ilhas
são
somente
as
partes
elevadas
de
um
mesmo
grande
continente
submerso
e
teriam
servido
de
refúgio
a
uma
reduzida
parte
da
população".
Um
vestígio
do
continente
MU?
E
Serge
Hutin
acrescenta:
"A
ilha
de
Páscoa
e
Califórnia
seriam
os
mais
importantes
vestígios
geológicos
do
continente
austral
desconhecido:
MU,
o
Império
do
Sol.
Já
mencionamos
anteriormente
as
teses
sobre
a
possível
existência
do
continente
MU
e
a
seu
primeiro
e
mais
importante
pesquisador
o
coronel
Churchward.
Os
dados
aparecidos
em
suas
obras
não
deixam
de
ser
precisos.
"Sabemos
que
estava
povoada
por
sessenta
e
quatro
milhões
de
habitantes
e
se
estendia
"desde
o
norte
do
Hawai
até
o
sul.
Uma
linha
traçada
entre
a
ilha
de
Páscoa
e
as
Fidji
formava
seu
limite
meridional".
Sua
extensão
era
de
8.000
quilômetros
de
leste
a
oeste
e
de
5.000
de
norte
a
sul.
"A
raça
dominante
em
MU
era
branca,
as
pessoas
eram
belas,
de
pele
clara
ou
dourada',
de
grandes
olhos
doces
de
cor
escuro
e
cabelos
pretos
delgados
e
corredios".
Eram
os
adoradores
do
sol,
a
raça
mais
antiga,
cujos
vestígios
ainda
não
foram
decifrados.
Aparece
novamente
o
Dilúvio
Sobre
o
"quando"
do
afundamento,
os
arqueólogos
e
os
oceanógrafos,
fundando-se
no
estudo
dos
sedimentos
e
fósseis,
deram
uma
data
aproximada
entre
o
VII
e
VIII
milênio
antes
de
Cristo,
data
que
coincide
com
o
primeiro
que
sabemos
da
pré-história
da
Oceânia.
No
que
diz
respeito
ao
"como"
foi
produzido
o
desaparecimento
do
continente
MU
são
apontadas
duas
hipóteses.
A
primeira
é
que
a
causa
do
desaparecimento
do
continente
foi
produzida
pelo
Dilúvio.
Sobre
este
tema
falamos
mais
amplamente
em
números
anteriores,
mas
aqui
queremos
acrescentar
que
a
possível
realidade
de
Dilúvio
está
sendo
testemunhada
por
um
grande
número
de
descobertas
arqueológicas
e
geológicas,
e
também
pela
universalidade
das
tradições
que
a
relatam.
Em
seu
livro
"Os
grandes
enigmas
do
universo",
Richard
Henning
escreve:
"A
Asia
oferece
quase
treze
relatos
diferentes
sobre
o
Dilúvio,
a
África
cinco,
Austrália
e
Oceânia
nove,
dezesseis
na
América
do
Norte,
sete
na
América
Central
e
quatorze
na
América
do
Sul".
A
queda
da
Estrela
de
Baal
O
professor
Andrée
Capard,
oceanógrafo
e
diretor
do
Instituto
Real
de
Ciências
Naturais
da
Bélgica,
estima
que
o
"Dilúvio
verdadeiro
foi
um
fenômeno
em
escala
de
planeta
e
podemos
afirmar
que
teve
lugar
no
ano
6.500
antes
de
Cristo".
Como
podemos
observar
esta
data
coincide
plenamente
com
a
que
já
apontamos
acerca
do
desaparecimento
de
MU.
Quanto
à
segunda
tese,
a
resposta
é
fantástica.
A
primeira
vez
que
se
falou
da
Estrela
de
Baal
foi
em
20
de
novembro
de
1912
em
um
periódico
americano,
no
qual
o
Dr.
Paul
Schliemann
contava
a
história
da
herança
recebida
de
seu
avô,
o
descobridor
de
Tróia.
Entre
os
documentos
legados
existia
um
manuscrito
caldeu
encontrado
em
um
templo
budista
de
Lhasa
no
Tibete.
O
manuscrito
falava
pela
primeira
vez
da
Estrela
de
Baal.
"Quando
a
Estrela
de
Baal
caiu
no
lugar
no
qual
agora
somente
existe
água
e
céu,
as
sete
cidades
tremeram
e
tremeram
suas
torres
de
ouro
e
seus
templos
transparentes.
Então
uma
torrente
de
fogo
e
de
fumaça
se
elevou
desde
os
palácios.
Os
soluços
dos
moribundos
e
os
gritos
da
multidão
enchiam
o
ar.
Os
homens,
carregados
de
riquezas,
e
as
mulheres,
cobertas
com
seus
melhores
vestidos,
gemiam:
"Mu,
salva-nos".
E
Mu
respondia:
"Morrereis
todos
com
vossos
escravos,
vossa
corrupção
e
vossos
tesouros.
De
vossas
cinzas
nascerão
novos
povos
...
Mas
se
estes
povos
esquecerem
que
devem
dominar
as
coisas
materiais
não
somente
para
engrandecer-se,
mas
também
para
não
ser
possuídos
por
elas,
lhes
espera
a
mesma
sorte
...
"
Poderia
ter
sido
um
grande
meteorito
de
Vênus
Tradicionalmente
esta
estrela
foi
identificada
com
o
planeta
Vênus.
Ainda
que
é
evidente
que
este
planeta
não
caiu
sobre
o
Pacífico,
muitos
pesquisadores
pensam
que
pode
ter
sido
um
grande
meteorito
que
ao
separar-se
e
cair
teria
causado
o
Dilúvio.
Este
acontecimento,
segundo
os
especialistas,
foi
produzido
ao
redor
do
VIII
milênio
antes
de
Cristo,
coincidindo
novamente
com
o
que
sabemos
do
Dilúvio.
Após
ter
visitado
as
ilhas
Marquesas,
no
ano
1956,
Francis
Maziere
escreve:
"As
últimas
pesquisas
americanas
deixam
entrever
a
importância
do
continente
de
MU.
O
desaparecimento
deste
continente
seria
devido
ao
choque
de
um
enorme
fragmento
desprendido
de
um
planeta,
que
teria
produzido
a
inversão
dos
pólos
...
"
Uma
translação
do
equador
Segundo
o
professor
Vicent,
que
estudou
todas
as
tradições
referentes
a
uma
"estrela",
"o
equador
passava
antes
pelo
pólo
norte
atual
e
subitamente
foi
passar
pelo
equador
terrestre
atual".
Este
fato
ficou
confirmado
pelas
análises
efetuadas
na
argila
dos
"antigos"
vasos
etruscos:
foi
constatado
por
esses
vasos
que
haviam
sido
"cozidos"
quando
"estavam
mais
próximo
do
pólo
magnético
sul".
Esta
opinião
também
foi
confirmada
por
aparentes
equívocos
em
certos
calendários
dos
índios
americanos.
Se
os
pólos
não
ocupam
o
mesmo
lugar
que
antes
do
Dilúvio,
o
movimento
do
Sol
aparece
invertido
para
um
observador
moderno
que
consulte
um
destes
calendários.
Também
podemos
observar
que
se
é
verdade
que
algumas
tábuas
"rongo-rongo"
falam
das
estrelas,
alguns
destes
contos
podem
referir-se
à
Estrela
de
Baal.
Mas
para
decifrar
este
e
outros
enigmas
vamos
conhecer
como
chegaram
os
náufragos
do
continente
MU
à
ilha
de
Páscoa
e
outras
ilhas
polinésias.
O
longo
caminho
dos
iniciados
Podemos
pensar
que
estes
sábios
iniciados
de
MU
souberam
com
tempo
a
catástrofre
que
se
aproximava,
ao
observar
a
Estrela
de
Baal,
em
direção
à
órbita
de
Vênus.
Então
puderam
reagrupar-se
e
abandonar
sua
terra
para
dirigirse
a
uma
primeira
escala
de
sua
viagem:
Austrália.
Esta
tese
vem
avaliada,
muito
firmemente,
porque
recentes
escavações,
datadas
com
radiocarbono,
nos
falam
de
atividade
humana
organizada
nesta
terra,
entre
os
anos
8500
e
9000
antes
de
Cristo.
Outros
sobreviventes
chegaram
às
costas
do
continente
asiático
e
outros
mais
à
América.
Assim
são
explicadas
as
afmidades
culturais
que
temos
vindo
mencionando
e
as
semelhanças
entre
a
ilha
de
Páscoa
e
América
do
Sul.
Aproximadamente
4000
anos
depois,
sob
a
pressão
dos
povos
indígenas,
primitivos
e
guerreiros,
os
descendentes
de
MU
se
dirigiram
para
vale
do
indo
e
fundaram
Mohenjo-Daro
e
Harappa.
Existe
influências
musicais
chinesas
Passaram
2.500
anos,
durante
os
quais
os
iniciados
de
MU
empreenderam
contatos
e
relações
culturais
com
outros
sábios
e
artistas
de
outras
civilizações
e
em
especial
com
o
poderoso
império
da
China.
Isto
está
confirmado
pela
presença
de
influências
chinesas
na
ilha
de
Páscoa.
Por
exemplo,
a
música
da
ilha
de
Páscoa
não
se
parece
em
nada
ao
resto
das
músicas
polinésias,
mas
nos
recorda
música
tipicamente
chinesa
e
indiana
arcáicas.
Por
outra
parte
está
o
costume
de
alongar
as
orelhas,
que
é
atribuído
aos
iniciados
de
MU
e
que
parece
foi
assimilada
na
China,
dando
lugar
às
lendas
que
descreviam
as
orelhas
grandes
como
sinais
de
inteligência
e
longevidade.
Em
Mohenjo-Daro
e
Harappa
foi
organizada
a
vida
desses
brancos
descendentes
da
primeira
raça.
Para
não
esquecer
a
catástrofe
que
haviam
sofrido,
os
sacerdotes
de
MU
trataram
de
conservá-los
de
forma
escrita
em
cadernos.
Estes
manuscritos
continham
todos
seus
conhecimentos,
tanto
espirituais
como
científicos
e
também
conservaram
neles
todos
os
ritos
e
lendas
que
conheciam.
Perto
de
1800
e
1500
antes
de
Cristo,
a
cidade
de
Harappa
foi
brutalmente
atacada
por
invasores
que
procediam
do
oeste.
Também
os
habitantes
de
Mohenjo-Daro
tiveram
que
desaparecer,
tratando
de
evitar
um
enfrentamento
que
teria
comprometido
a
missão
confiada
por
seus
antepassados.
Os
descendentes
da
primeira
raça
escolheram
o
oceano
para
continuar
sua
viagem
e
assim
começaram
as
migrações
polinésias,
uns
2.000
anos
antes
de
Cristo.
A
população
de
Mohenjo-
Daro
já
apresentava
amostras
de
mestiçagem
e
assim
continuou
ocorrendo
na
Melanésia
e
Micronésia.
Entre
estes
marinheiros
que
empreenderam
a
ocupação
das
ilhas
da
Polinésia
estavam
os
guardiães
da
tradição.
Os
guardiães
da
tradição?
Parece
ser
que
constituiam
um
grupo
à
parte,
que
iam
acompanhados
de
alguns
poucos
profanos
que
faziam
as
vezes
de
tripulação
e
servidores.
Os
iniciados
estiveram
nas
Marquesas
e
desde
ali
alguns
prosseguiram
viagem
a
Pitcairn,
mais
próxima
à
ilha
de
Páscoa,
permanecendo
ali
até
o
ano
500.
Isto
é
testemunhado
pela
existência
de
um
grande
templo
solar
e
grande
quantidade
de
petroglifos
com
figuras
humanas,
pássaros
e
outros
animais
e
figuras
geométricas,
tais
como
círculos
e
estrelas,
em
uma
minúscula
ilha
de
4,5
a
3
km.
Talvez
a
ilha
de
Pitcairn
ficou
pequena
para
eles,
o
certo
é
que
os
sábios
reuniram
seus
arquivos
e
se
dirigiram
em
busca
de
um
santuário,
no
fim
do
mundo,
que
ocultasse
melhor
os
segredos
de
uma
raça
desaparecida.
Assim
poderíamos
explicar
porque
a
ilha
de
Páscoa,
à
qual
chegaram
finalmente
depois
das
etapas
nas'
Marquesas
e
Pitcairn,
é
a
única
ilha
da
Polinésia
que
possui
escrita
e
supostos
arquivos.
Quando
estiveram
estabelecidos
na
ilha
de
Páscoa,
os
descendentes
de
MU
começaram
a
construir
monumentos,
ahús
e
moais
para
celebrar
os
ritos
religiosos
de
seus
antepassados
e
preservar
sua
recordação.
Infelizmente,
próximo
do
ano
1000
alguns
homens
desembarcaram
na
ilha.
Vinham
do
oeste
e
eram
também
polinésios.
Animados
de
um
espírito
.de
conquista,
traziam
à
cabeça
um
rei
chamado
Hotu-Matua.
Não
se
sabe
exatamente
de
onde
vinham,
mas
se
pode
supor
que
procediam
das
Marquesas
ou
de
Mangareva
e
não
do
leste,
ou
seja
da
América
do
Sul,
como
supôs
Thor
Heyerdahl.
O
fim
dos
antepassados
poderosos
Os
iniciados
trataram
de
conviver
com
os
invasores,
impondo-lhes
a
construção
dos
moais
sagrados
da
época
clássica.
"As
orelhas
eram
de
um
comprimento
desmedido",
notavam,
sem
exceção,
os
primeiros
visitantes
que
recebeu
a
ilha
na
época
de
seu
descobrimento.
E
com
razão
pois,
já
dissemos,
supunha-se
que
estas
estátuas
representavam
aos
amos
da
ilha,
sábios
possuidores
da
tradição
e
do
poder
do
mana.
Recordemos
novamente
que
os
pascoenses
afirmam
que
essas
estátuas
são
retratos
de
antepassados
poderosos,
que
em
vida
haviam
possuído
o
poder
do
mana
e
podemos
pensar
que
cada
moai
representava
a
cada
um
dos
sábios.
Fonte:
Grandes
Enígmas
nº
10
-
Páscoa
um
ensaio
do
Fim
do
Mundo
-
Editora
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Futuro
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