João
Ghignone nasceu em
Serravalle-Sevia,
Piemonte, Itália.
Veio para o Brasil
com sua família
em 1894 e tornou-se
brasileiro de coração.
Após percorrer
alguns Estados fixou-se
no Paraná.
Foi
músico, tipógrafo,
dono de restaurante
e comerciante, até
que, em Curitiba,
estabeleceu-se como
livreiro, em 1925.
Foi
um homem inteiramente
voltado para as nobres
causas, tendo merecido
sempre o respeito
e consideração
das grandes empresas
que mantinham relações
com sua firma comercial.
Espírita
desde a sua juventude,
deu o melhor de seus
esforços em
benefício da
propaganda da Doutrina.
Foi
Presidente da Federação
Espírita do
Paraná (FEP)
durante 40 anos. Desde
1919 exerceu várias
funções
e ocupou diversos
cargos com muito amor
e dedicação.
Sua presença
sempre acatada facultou-lhe
a prestação
de serviços
de valor inestimável.
Desde a direção
do velho Albergue
Noturno até
a Presidência,
sua assiduidade constituiu
sempre uma das mais
firmes características
de sua personalidade.
Como
Presidente da FEP,
apoiou e participou
de todos os eventos
espíritas de
seu Estado, tomando
parte em vários
Congressos, Simpósios,
Semanas Espíritas
e tudo o mais que
engrandecesse a Doutrina,
como o "III Congresso
Brasileiro de Jornalistas
e Escritores Espíritas"
e o "Pacto Áureo",
do Conselho Federativo
Nacional (CFN) da
Federação
Espírita Brasileira.
Foi anfitrião
da "4ª Zonal"
realizada pelo CFN
no Paraná,
juntamente com sua
valorosa equipe de
trabalhadores.
Incentivou
a publicação
de livros espíritas,
pela Federação
Espírita do
Paraná, de
vários autores,
como Deolindo Amorim,
Victor Ribas Carneiro
e outros.
Afeito
ao trabalho doutrinário
e à administração
com interesse desusado,
não se furtou
às longas viagens
ao interior do Estado
ou aos estados vizinhos
para participação
em Congressos, Confraternizações
ou festividades.
Os
mais notáveis
acontecimentos nos
setores doutrinários
brasileiros, no Rio
de Janeiro, no Rio
Grande do Sul, em
São Paulo,
em Goiânia ou
em Salvador, sempre
contaram com sua presença
e atuação
autêntica de
grande defensor dos
legítimos ideais
espíritas.
Em
seus 40 anos de gestão
como presidente fundou
várias instituições
espíritas,
como o Albergue Noturno
da Rua Cabral, o Sanatório
Bom Retiro, o Lar
Icléa, o Lar
Hercília de
Vasconcellos, de Paranaguá,
a Creche Mariinha,
de Campo Largo, a
Creche Josefina Rocha,
de Curitiba e o Instituto
Lins de Vasconcellos.
O
Professor J. Herculano
Pires, um dos mais
brilhantes escritores
espíritas,
definiu Ghignone como
"um baluarte
na defesa do Espiritismo
no Brasil" e
com referência
ao seu dinamismo:
"quando determina
algum trabalho, por
maior que seja, é
costume se dizer que
o trabalho já
está feito,
porque é ele
que faz".
O
Professor Manoel de
Oliveira Franco Sobrinho,
Diretor da Faculdade
de Direito, disse:
"O que deve o
Brasil a João
Ghignone, nesta vasta
região Sul,
não se define
por palavras, e sim
através de
fatos. E esses estão
sedimentados em Curitiba."
O
Dr. Algacir Munhoz
Mader, Reitor da Universidade
Federal do Paraná,
disse certa vez: "Ainda
há gente boa
neste mundo. Gente
que pode recordar
o passado com tranqüilidade
e paz de espírito
porque nunca conheceu
o mal - como João
Ghignone - cujas virtudes
vão além,
pois despende suas
melhores energias
com a simplicidade
que todos lhe admiram
para minorar o sofrimento
alheio".
Desencarnou
em Curitiba, dia 8
de junho de 1978.
Foi
um homem bom, humilde
e simples, a serviço
da Cultura, do Bem
e da Verdade.
Fonte de consulta:
Site da Federação
Espírita do
Paraná
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