Lar
é instituição
essencialmente divina e que se deve
viver, dentro de suas portas, com
todo o coração e com
toda a alma.
Enquanto as criaturas vulgares atravessam
a florida região do noivado,
procuram-se mobilizando os máximos
recursos do espírito e, daí
o dizer-se que todos os seres são
belos quando estão verdadeiramente
amando.
O assunto mais trivial assume singular
encanto nas palestras mais fúteis.
O homem e a mulher comparecem aí,
na integração de suas
forças sublimes.
Mas
logo que recebem a benção
nupcial, a maioria atravessa os véus
do desejo, e cai nos braços
dos velhos monstros que tiranizam
corações.
Não concessões reciprocas.
Não há tolerância
e, por vezes, nem mesmo fraternidade.
E apaga-se a beleza luminosa do amor,
quando os cônjuges perdem a
camaradagem e o gosto de conversar.
Daí em diante, os mais educados
respeitam-se; os mais rudes mal se
suportavam.
Não se entendem.
Perguntas
e respostas são formuladas
em vocábulos breves.
Por mais que se unam os corpos, vivem
as mentes separadas, operando em rumos
opostos.
* * *
Francisco Cândido Xavier..