Agnes
Gonxha Bojaxhiu nasce em Skoplje (Albânia),
irmã mais nova de Ágata e de Lázaro,
filha de Nicolau e de Rosa. Foi batizada
um dia depois de nascer em 26 de agosto
de 1910. A sua família pertencia à
minoria albanesa que vivia no sul
da antiga Iugoslávia.
Pouco
se sabe da sua infância, adolescência
e juventude porque Madre Teresa tinha
horror de falar de si. Nunca morou
na Albânia; foi educada numa escola
estatal da atual Croácia, durante
os tristes anos da Primeira Guerra
Mundial.
Tinha
uma voz muito bonita e logo se converteu
na solista do coro da igreja da sua
aldeia. E até dirigia o coro, lá pelos
anos vinte. Freqüentou a escola estatal
não católica e ingressou na Congregação
Mariana onde foi aperfeiçoando a formação
cristã ao mesmo tempo que tomava conhecimento
da vida da Igreja e abria o coração
às necessidades do mundo. Particular
impressão lhe faziam as cartas que
os missionários jesuítas da Índia
escrevia e que eram comentadas em
grupo. A miséria material e espiritual
de tanta gente tocava o seu coração.
Aos
dezoito anos surge-lhe o pensamento
da consagração total a Deus na vida
religiosa. Obteve o consentimento
dos pais, por indicação do sacerdote
que a orientava, entrou no dia 29
de Setembro de 1928 para a Casa Mãe
das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto,
em Rathfarnham, perto de Dublin (Irlanda).
O
seu sonho era a Índia, o trabalho
missionário junto dos pobres. Sabedoras
desta aspiração da jovem iugoslava,
as superioras decidiram que ela fizesse
o noviciado já no campo do apostolado.
Por isso, ao fim de poucos meses de
estadia na Irlanda, Agnes partiu para
Índia.
O
ideal que brilhara pela primeira vez
na sua vida aos doze anos começava
a concretizar-se. Foi enviada para
Darjeeling, local onde as Irmãs de
Loreto possuíam um colégio. Ali fez
o noviciado. No dia 24 de Maio de
1931, faz a profissão religiosa, emitiu
os votos temporários de pobreza, castidade
e obediência tomando o nome de TERESA.
Houve na escolha deste nome uma intenção,
como ela própria diz: a de se parecer
com TERESA DE JESUS , não com a grande
santa espanhola, mas com a humilde
carmelita de Lisieux que ensinou aos
homens do nosso tempo o caminho da
infância espiritual.
De
Darjeeling passou a Irmã Teresa para
Calcutá. Tendo freqüentado uma carreira
docente, passa a ensinar Geografia
no Colégio de Santa Maria, da Congregação
de Nossa Senhora do Loreto, em Calcutá.
Mais tarde foi nomeada Diretora. Irmã
Teresa gostava de ensinar. As alunas
estimavam-na porque era uma excelente
professora, sempre dedicada e atenta
a todos os problemas. Havia muito
humanismo nas suas palavras e atitudes.
Embora cercada de menina filhas das
melhores família de Calcutá, impressionava-se
com o que via quando saia à rua: os
bairros de lata com cheiros nauseabundos,
crianças, mulheres e velhos famélicos.

O
dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado
na história das Missionárias da Caridade
e, obviamente, no livro da vida da
Madre Teresa como o "dia da inspiração".
Numa viagem de trem ao noviciado do
Himalaia, recebe uma claríssima iluminação
interior: dedicar a sua vida aos mais
pobres dos pobres. Relatou-o assim: "Em
1946, ia de Calcutá a Darjeeling,
de trem, para fazer o meu retiro.
Nunca é fácil dormir nos trens, mas
tentar fazê-lo num trem da Índia é
impossível: tudo range, há um penetrante
odor de sujidade pelo amontoamento
de homens e animais, todo um detrito
de humanidade, cestos, galinhas cacarejando...
Naquele trem, aos meus trinta e seis
anos, percebi no meu interior uma
chamada para que renunciasse a tudo
e seguisse Cristo no subúrbios, a
fim de servi-lo entre os mais pobres
dos pobres. Compreendi que Deus desejava
isso de mim..."
Irmã
Teresa pensava nos pobres de Calcutá
que todas noites morrem pelas ruas
e que na manhã seguinte, são lançados
para o carro da limpeza como se fossem
lixo. Não! Ela não conseguia habituar-se
a esse terrível espetáculo de pessoas
esqueléticas morrendo de fome ou pedindo
esmola pelas ruas.
A
longa e dolorosa meditação que fizera
terminou com uma pergunta muito concreta:
que poderei fazer por estes infelizes?
Aqui a angústia da sua alma cresceu.
Amava a Congregação, gostava de ensinar...
quase nada poderia fazer dentro dos
regulamentos a que amorosamente se
sujeitara e que cumprira com toda
a fidelidade. Mas Deus não pediria
mais? Não seria talvez necessários
ir ter com as superioras e com as
autoridades eclesiásticas e expor-lhes
frontalmente o problema, pedir-lhes
até autorização para fazer a experiência
de se colocar totalmente ao serviço
dos mais pobres?
Foi
assim, com todas estas interrogações
que a Irmã Teresa viveu o seu retiro
daquele ano. Na oração e na meditação
daqueles dias, mais se confirmou que
a aspiração que lhe brotava do fundo
da alma não era um capricho mas manifestação
da vontade de Deus.
Tendo
regressado a Calcutá, foi ter com
o arcebispo Mons. Fernando Périer
a quem expôs o seu plano. Ele ouviu
atentamente e, no fim, calmo, frio,
disse um não absoluto que não deixou
hipóteses para qualquer dúvida.
A
Irmã Teresa aceitou humildemente a
recusa. Mais tarde comentá-la-á assim:
"Não podia ter sido outra a sua resposta.
Um bispo não pode autorizar a primeira
religiosa que se lhe apresenta com
projetos raros sob pretexto de que
essa parece ser a vontade de Deus".
Voltou
às lides diárias que cumpria cada
vez com maior dedicação e entusiasmo.
O carinho das alunas demonstrado de
tantas maneiras e a amizade das companheiras
não lhe fizeram esquecer a imagem
horrorosa dos doentes e dos famintos
que morriam pelas ruas de Calcutá.
Mas por vezes, apresentava-se-lhe
angustiosa esta pergunta: não será
tudo isto uma tentação do demônio?
Um
ano depois, foi ter novamente com
o arcebispo. Levava nos lábios o mesmo
pedido e no coração a mesma disposição
para aceitar, com humildade e alegria,
a resposta qualquer que ela fosse.
Mons. Périer escutou, mais uma vez,
as razões da Ir. Teresa. A sua simplicidade,
fervor e persistência convenceram-no
de que estava perante uma manifestação
da vontade de Deus. Por isso, desta
vez, mais afável, aconselhou: - Peça
primeiro autorização à Madre Superiora.
A Irmã Teresa escreveu prontamente
uma carta expondo o seu plano. A Superiora
viu nessas linhas a expressão da vontade
de Deus. O que aquela religiosa pedia
era algo muito sério e exigente. Por
isso, respondeu-lhe nestes termos:
"Se essa é a vontade de Deus, autorizo-te
de todo o coração. De qualquer maneira,
lembra-te sempre da amizade que todas
nós te consagramos. Se algum dia,
por qualquer razão, quiseres voltar
para o meio de nós, fica sabendo que
te receberemos com amor de irmãs."
Mons.
Périer pediu autorização a Roma para
Irmã Teresa deixar as Irmãs de Loreto,
"para viver só, fora do claustro tendo
Deus como único protetor e guia, no
meio dos mais pobres de Calcutá."

A
resposta de Pio XII chegou no dia
12 de Abril de 1948. Nela se concedia
a desejada autorização sublinhando-se
que, embora deixando a congregação
de Nossa Senhora de Loreto, a Irmã
Teresa continuava religiosa sob a
obediência do arcebispo de Calcutá.
Só
em 08 de Agosto de 1948 ela deixou
o colégio de Santa Maria. Custou imenso:
a ela, às companheiras, às alunas.
Depois dirigiu-se para Patna, para
fazer um breve curso de enfermagem
que julgava de imensa utilidade para
a sua atividade futura.
Em
21 de dezembro de 1948, obtém a nacionalidade
indiana. Data que reunia um grupo
de cinco crianças, num bairro imundo,
a quem começou a dar escola. Pouco
a pouco, o grupo foi aumentando. Dez
dias depois eram cerca de cinqüenta.
Tendo
abandonado o hábito da Congregação
de Loreto, a Irmã Teresa comprou um
sari branco, debruado de azul e colocou-lhe
no ombro uma pequena cruz. Será o
seus novo hábito, o vestido duma modesta
mulher indiana.
Com
o alfabeto a irmã dava lições de higiene
(muitas vezes iniciava a aula lavando
a cara aos alunos) e de moral. Depois
ia de abrigo em abrigo levando, mais
que donativos, palavras amigas e as
mãos sempre prestáveis para qualquer
trabalho. Não foi preciso muito tempo
para que todos a conhecessem. Quando
ela passava, crianças famintas e sujas,
deficientes, enfermos de todas a espécie
gritavam por ela com os olhos inundados
de esperança: Madre Teresa! Madre
Teresa!
Mas
o início foi duro. Ela sentiu a angústia
terrível da solidão. Um dia, depois
de dar voltas e mais voltas, à procurada
duma casa, era preciso um teto para
acolher os abandonados, pus-me a caminho
para achá-lo. Caminhei e caminhei
ininterruptamente, até que já não
pude mais. Então compreendi até que
ponto de esgotamento têm que chegar
os verdadeiros pobres, sempre em busca
de um pouco de alimento, de remédio,
de tudo. A lembrança da tranqüilidade
material de que gozava no convento
de Loreto apresentou-se diante mim
como uma tentação.
E
rezei assim:
Meu
Deus,
por
livre escolha
e
por teu amor,
desejo
permanecer aqui
e
fazer o que a tua vontade
exige
de mim.
Não!
Não voltarei atrás.
A
minha comunidade são os pobres.
A
sua segurança é a minha.
A
sua saúde é a minha.
A
minha casa é a casa dos pobres.
A
sua segurança é a minha.
A
sua saúde é a minha.
A
minha casa é a casa dos pobres:
Não
apenas dos pobres
mas
dos mais pobres dos pobres.
Daqueles
de quem as pessoas
já
não querem aproximar-se
com
medo contágio e da porcaria
porque
estão cobertos
de
micróbios e vermes.
Daqueles
que não vão rezar,
porque
não podem sair nus de casa.
Daqueles
que já não comem
porque
não têm força para comer.
Daqueles
que se deixam cair pelas ruas,
Conscientes
de que vão morrer,
e
ao lado dos quais
os
vivos passam
sem
lhes prestar atenção.
Daqueles
que já não choram,
porque
se lhes esgotaram as lágrimas;
Dos
intocáveis.
Há
fatos curiosos na vida de Madre Teresa
em que podemos ver um sinal da aprovação
de Deus à sua obra. Ela mesma conta:
"Era
a minha primeira volta pelas ruas
de Calcutá depois de ter deixado Loreto
e ter regressado de Patna. A certa
altura aproximou-se mim um sacerdote
pedindo-me um donativo para uma coleta
que estava a realizar-se a favor da
boa imprensa. Tinha saído de casa
com cinco rúpias. Já tinha dado quatro
aos pobres. Entreguei-lhe a única
rúpia que me restava. ao entardecer,
o mesmo sacerdote veio ao meu encontro
com um envelope. disse-me que lhe
tinha sido dado por um senhor desconhecido
que ouvira falar dos meus projetos
e me queria ajudar. No envelope vinham
cinqüenta rúpias. Naquele momento
tive a sensação de que Deus começava
a abençoar a minha obra e que nunca
me abandonaria."
19
de Março de 1949
Mas
uma outra benção de Deus foram as
vocações que começaram a surgir precisamente
entre as suas antigas alunas. A primeira
foi Shubashini Das. Era uma linda
jovem, dotada de bastante inteligência,
filha de uma boa família. Disse-lhe:
- Madre Teresa, se me aceitar, estou
disposta a ficar consigo e a colocar
a minha vida ao serviço dos pobres.
- Minha filha, pensa melhor, reza
mais e, daqui a a algum tempo, vem
ter novamente comigo.
Era
quase o mesmo conselho que Mons. Périer
lhe tinha dado, tempos atrás. a jovem
foi, prensou, rezou e no dia 19 de
Março de 1949, dia de São José, era
aceita na nova Congregação, que começava
a surgir, escolhendo como nome para
vida religiosa o nome de batismo da
sua antiga professora: Agnes. A esta
outras se seguiram. Sem qualquer propaganda.
Apenas atraídas pelo testemunho daquelas
que se chamariam, mais tarde, Missionárias
da Caridade.
Madre
Teresa conta assim o início da congregação:
"Uma
a uma, a partir de 1949, vi chegar
jovens que tinham sido minhas alunas.
Vinham com o desejo de dar tudo a
Deus e tinham pressa em fazê-lo. Despojavam-se,
com íntima satisfação, dos seus saris
luxuosos para revestir-se do nosso
humilde sari de algodão.
Vinham
sabendo que se tratava de algo difícil.
Quando uma filha das velhas castas
se coloca ao serviço dos párias, trata-se
de ma revolução. A maior. A mais difícil
de todas: a revolução do amor!
Uma
vida mais regular começou então para
a nossa pequena comunidade. Abrimos
escolas enquanto continuávamos a visita
aos bairros de lata. As vocações afluíam
e a nossa casa tornou-se muito pequena.
Ainda
em 1949, começa a escrever as constituições
das Missionárias da Caridade, nome
que dá à sua Congregação.
... O primeiro trabalho com os doentes
e moribundos recolhidos na rua era
lavar-lhes o rosto e o corpo. A maior
parte não conhecia sequer o sabão
e a espuma metia-lhes medo. Se as
Irmãs não vissem nestes infelizes
o rosto de Cristo, o trabalho tornar-se-lhes-ia
impossível.
Nós
queremos que eles saibam que há pessoas
que os amam verdadeiramente. Aqui
eles encontram a sua dignidade de
homens e morem num silêncio impressionante...
Deus ama o silêncio.
Os
pobres não merecem só que os sirvamos,
merecem também a alegria e as Irmãs
oferecem-na em abundância.
O
próprio espírito da nossa congregação
é de abandono total, de amor confiante
e de alegria... É a nossa regra, para
procurarmos "fazer alguma coisa de
belo por Deus!"
A
lista dos bens das Irmãs é pequena:
um prato esmaltado e coberto, dois
saris baratíssimos, um jogo de roupa
interior grosseira, um par de sandálias,
um pedaço de sabão guardado numa caixa
de cigarros, um travesseiro e um colchão
extremamente delgado, acompanhado
de um par de lençóis e, para completar
tudo, um balde metálico com o respectivo
número.
Assim,
com o colchão enrolado debaixo do
braço e as restantes coisas colocadas
no balde, a Irmã que viaja leva todos
os bens consigo.
Ao
menor sinal, as Irmãs estão preparadas
para partir: "Com um pouco de treino,
diz uma delas consigo estar pronta
para partir em trinta minutos."
07
de Outubro de 1950
A
Congregação de Madre Teresa, foi aprovada
pela Santa Sé em 7 de outubro de 1950.

Agosto
de 1952
Em
agosto de 1952, abre o lar infantil
Sishi Bavan (Casa da Esperança) e
inaugura o seu famoso "Lar para Moribundos",
em Kalighat, ao qual dedica as suas
melhores energias físicas e espirituais.
A partir dessa data, a sua Congregação
começa a expandir-se de maneira irresistível
pela Índia e por todo o mundo. Na
Índia, principia por Ranchi e continua
depois por Nova Delhi e Bombaim; nesta
cidade, será recebida pelo papa Paulo
VI em 1964.
A
obra de Madre Teresa cresceu rapidamente.
Não trazia esquemas pré-fabricados.
O ritmo e as iniciativas eram marcadas
pelo inesperado de cada dia.
No
ano de 1952 percorria, como de costume,
as ruas prestando ajuda aos mais necessitados.
de repente, parou diante de um espetáculo
horripilante: uma mulher agonizava
no meio de escombros, roída pelos
ratos pelas formigas.
Madre
Teresa aproximou-se e ouviu um queixume
em voz muito tênue: E dizer que foi
o meu próprio filho que me lançou
para aqui!
Recolheu-a
e levou-a ao hospital mais próximo.
Quando viram aquele semi-cadáver responderam
a Madre Teresa:
-
Aqui não há lugar para estes casos!
Não podemos aceitar essa mulher!
-
Pois eu não sairei daqui enquanto
vós a não receberdes.
A
mulher entrou mas morreu pouco depois.
De
regresso a casa, Madre Teresa pensou
na sorte dos moribundos que todos
dias morrem pelas ruas de Calcutá
sem ninguém lhes prestar assistência.
A imprensa tinha abordado este problema
precisamente naqueles dias.
Madre
Teresa aproveitou a oportunidade e
disse à autoridades:
-
Dêem-me um local que eu encarrego-me
de tratar dos moribundos.
Deram-lhe
duas grandes salas de um edifício
contíguo ao templo da deusa Kali denominado
"Casa do Peregrino" porque servia
de dormitório aos peregrinos. ela
mudou-lhe o nome. Chamou-lhe "Casa
do Moribundo."
Os
bonzos não levaram a bem esta entrega
duma dependência sagrada a uma mulher
católica. Consideraram-na uma profanação.
Resolveram, por isso, encarregar um
de espiar todos os movimentos da religiosa
e de, no momento oportuno, desfazer-se
dela. Tendo conhecimento deste plano,
Madre Teresa apresentou-se ao chefe
e disse-lhe:
-
Se querem matar-me, matem-me agora
mesmo, mas não façam mal aos meus
pobres moribundos.
Ele
ficou surpreendido com a atitude valorosa
desta mulher que veio confirmar as
boas informações já dadas pelo espião:
- Observei com todo o cuidado a ação
daquela mulher e a minha impressão
foi de que, ao olhar para ela, me
pareceu ver a própria deusa Kali em
ação. Não façais, portanto, mal a
essa mulher. Pouco a pouco, os bonzos
tornaram-se seus amigos. Para isso
contribuiu muito um fato que a própria
Madre Teresa conta assim: - "Um desses
bonzos contraiu a tuberculose. Nenhum
hospital o teria recebido. Nós fizemos
todo o possível para o curar. Os
seus companheiros vinham vê-lo. Ao
princípio blasfemava contra Deus levado
pelo desespero da sua doença. Da nossa
parte não nos poupávamos a esforços
para lhe sermos agradáveis e minorar
a suas dores.
Pouco
a pouco, a sua atitude foi mudando.
Chegou até a pedir a benção antes
da morte que foi muito serena. Os
seus companheiros não conseguiam explicar
o que tinha acontecido.
Depois
disto, os sacerdotes da deusa Kali
nunca deixaram de demonstrar-nos a
sua amizade e até de dar-nos a sua
colaboração, em muitos casos..."
Abril
de 1953
Na
catedral do Santíssimo rosário, as
primeiras Missionárias da Caridade
fazem os seu votos religiosos.
01
de fevereiro de 1965
A
ordem é aprovada pela Santa sé; e,
com a proteção da aprovação pontifícia,
estende-se por toda a Índia. Ainda
em 1965, funda no dia 26 de Julho
a sua primeira casa na América Latina,
concretamente na Venezuela, na arquidiocese
de barquisimeto, em 1967, abre outra
no próprio coração da cristandade,
em Roma, por desejo expresso de Paulo
VI; mais adiante, João Paulo II dar-lhe-á
de presente uma casa dentro do próprio
Vaticano.
22
de Agosto de 1968
A
partir desta data, a Congregação estende-se
por outras regiões: Ceilão, Itália,
Austrália, Bangladesh, Ilhas Maurícias,
Peru, Canadá, etc.
8
de Dezembro de 1970
As
Missionárias da caridade abrem a sua
primeira casa em Londres e fixam aí
o aspirantado e noviciado para a Europa
e América.
1973
Em
1973, abre uma casa em gaza, na Palestina,
para atender os refugiados, e e celebra
a primeira Assembléia Internacional
dos colaboradores das Missionárias
da caridade, instituição cujos estatutos
tinha sido aprovados em 1969, e que
reúne centenas de milhares de pessoas
de todo o mundo: 50.000 leigos, aos
quais é preciso acrescentar todos
os doentes e todos os que sofrem e
oferecem a sua dor pelas intenções
da Madre Teresa.
15
de junho de 1976
Em
15 de junho de 1976, precisamente
em Nova York, que era, no entender
dela, o lugar mais necessitado de
oração, funda o ramo contemplativo
das Missionárias da Caridade. E em
dezembro de 1976, inaugura centros
de assistência no México e Guatemala.
17
de Outubro de 1979
Recebe
o Prêmio Nobel da Paz. Ainda em 1979,
João Paulo II recebe-a em audiência
privada e ela converte-se, sem nunca
ter estudado diplomacia, na melhor
"embaixadora" do Papa em todas as
nações, fóruns e assembléias do universo.
28
de Junho de 1980
Skoplje
nomeia-a "Cidadã Ilustre". Muitas
universidades lhe conferiram o título
"Honoris Causa". E ainda em 1980,
recebe a Ordem "Distinguished Public
Service Award" nos EUA.
1981
Em
1981, inaugura em Berlim oriental
a primeira das suas fundações em países
submetidos ao marxismo. Anos mais
tarde, será recebida por Mikhail Gorbachov
e abrirá uma casa na Rússia. E o mesmo
fará em Cuba.
1983
Em
1983, estando em Roma, sofre o primeiro
grave ataque do coração. Tinha 73
anos. Foi muito bem atendida e o médico
disse-lhe: "A senhora tem coração
para mais trinta anos" Tomou isso
ao pé da letra e nem febre alta a
fazia descansar.
1985
Em
setembro de 1985, é reeleita Superiora
das Missionárias da Caridade pelo
Capítulo geral da Congregação. Só
outra Irmã, Sor Josepha Michael, viu
o seu nome escrito num dos votos:
o que fora depositado na urna eleitoral
pela Madre Teresa... Os outros 66
foram unânimes. Nesse mesmo ano, recebe
do Presidente Reagan, na Casa Branca,
a Medalha presidencial da Liberdade,
a mais alta condecoração do país mais
poderoso da terra . Participa de Sínodos,
como o de 1986, e dos atos do Ano
Mariano de 1987 e do Ano Santo da
Redenção, bem como das viagens papais.
Agosto
de 1987
Em
agosto de 1987, vai à União Soviética
e é condecorada com a Medalha de ouro
do Comitê soviético da Paz. Pouco
depois, visita a China e a Coréia.
Agosto
de 1989
Em
agosto de 1989, realiza um dos seus
sonhos: abrir uma casa na sua Albânia
natal que, apesar de ser um dos países
mais pobres, injustos e atrasados
do planeta, até há pouco fazia gala
de ser o país mais ateu do mundo,
o único em cuja Constituição figurava
paradoxalmente o ateísmo como "religião
do estado".
Setembro
de 1989
Em
setembro de 1989, sofre o seu segundo
ataque do coração e corre sério risco
de vida, mas recupera-se e retoma
o seu incrível trabalho com mais ardor
e vigor do que antes, apesar do marcapasso.
1990
Em
1990, pede ao Papa para ser substituída
no seu cargo, mas volta ser reeleita
por outros seis anos, até 1996, e
o Papa torna a confirmá-la - Já o
fizera outra vez antes - como Superiora
das Missionárias da Caridade.

05
de Setembro de 1997 (Sua morte)
A
Madre Teresa nunca perdia uma oportunidade
para levar todos aqueles com quem
se cruzava, independentemente da sua
origem, da sua posição social ou da
sua religião, a encontrar-se com Cristo.
- "Vamos, primeiro, cumprimentar o
dono da casa". Era com essa frase
simples que costumava receber a maior
parte das personalidades - por exemplo,
o então Primeiro-Ministro Nehru -,
que vinham conhecer a casa das Missionárias
da Caridade, dirigindo-as resolutamente
à capela do Santíssimo Sacramento.
No
dia 05 de setembro de 1997, depois
de sofrer uma última parada cardíaca,
foi a vez de ela poder encontrar-se,
desta vez definitivamente, com o Dono
e Senhor da sua alma.
Uma
fila de quilômetros formou-se durante
dias a fio, diante da igreja de São
Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo
estava sendo velado. Ao fim de uma
semana, como muitos milhares de pessoas
ainda queriam dizer-lhe o último adeus,
o corpo da Madre foi transladado ao
Estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo
Sodano, Secretário de Estado do Vaticano,
celebrou a Missa de corpo presente.
O mesmo veículo que, em 1948, transportara
o corpo do Mahatma Gandhi foi utilizado
para realizar o cortejo fúnebre da
Mãe dos pobres.

Mensageiros
do céu homenageia essa missionária
dos céus que levou toda a sua
vida dedicada aos pobres e famintos
do mundo
Madre
teresa partiu em matéria mas
seu espírito está ao
lado de Jesus e Maria olhando e velando
por todos nós