Corria
o ano de 999. A idéia do fim
do mundo foi lançada, espalhando-se,
como a água da chuva se espalha
no solo. Só que esta fertiliza
a terra, permitindo o desenvolver
da semente. Aquela, rastreando, como
veneno pernicioso, atingiu o sentimento
dos homens, que, em desequilíbrio,
se lançou às mais diversas
atrocidades, saqueando, matando, suicidando-se.
Mas
tudo não passava de percepção
equivocada.
O
milênio que se seguiu, que teve
ponto alto e importante, no século
XII, a vinda do apóstolo querido,
em nova roupagem terrena, permitia,
também, o desenvolvimento da
Humanidade, que se deslumbrou com
as artes e a ciência.
Todavia,
houve, também, o descompasso,
na medida em que o Homem compreendia,
melhor, o que havia na criação
de Deus, o Pai Misericordioso e Bom.
Hoje,
também, neste ano de 1999,
os arautos do fim, muitas vezes, levam
a raça humana ao desespero
e à incompreensão.
Mas,
assim como naquela ocasião,
nesta, o que se faz é apenas
preparar o novo mundo. Desta vez não
o do intelecto, mas o do Amor, o do
Sentimento.
O
Divino Mestre fez toda a programação
do desenvolvimento da Terra, assessorado
por Espíritos de alta estirpe.
Não temamos, pois.
O
caminho se ilumina, com a luz que
vem do alto!
Temos,
sim, ainda, irmãos em desespero.
Mas tudo está dentro da previsão
do Divino Mestre, que jamais deixa
de estender a mão cariciosa
aos que estão sob sua tutela.
Como
Pai amoroso, embora irmão primogênito,
Ele nos ama com amor que não
temos capacidade para aprender a dimensão.
Portanto,
o que devemos esperar, de tudo o que
ocorre nesta Terra maravilhosa, concessão
sublime do pai, é de momentos
melhores!
Não
temamos, meus filhos, porque ninguém
fica ao desamparo, daqueles que pertencem
ao grande rebanho de ovelhas, que
o Pai concedeu ao Pastor sublime,
para guiar pelos campos da vida.
Às
vezes, a subida é íngreme
e dificultosa, mas sempre poderemos
nos agarrar ao cajado do Sublime condutor,
que, muitas vezes, desce ao profundo
das grotas da ignorância, para
buscar a ovelha desgarrada. Mesmo
que lhe sejam colocados espinhos sobre
a cabeça, num destempero, que
somente pode ser compreendido e tolerado
por Aquele que nos ama em qualquer
circunstância. Ama-nos sempre
e sempre.
Que
o seu exemplo; que o seu amor possam
envolver-nos a todos, filhos queridos,
para que a dor da Terra passe, como
a brisa, que balança, suave,
as folhas das árvores e vai
adiante, sem se voltar.
Deste
irmão menor, que os ama sempre.
Eurípedes
Barsanulfo
(Mensagem
recebida, no dia 29de julho de 1999,
em reunião pública na
Casa Espírita
Eurípedes Barsanulfo, pelo
companheiro Jadiel João de
Oliveira.
Jornal Reflexões - Abril/2000