O
homem compõe-se de corpo e
Espírito: o Espírito
é o ser principal, racional,
inteligente; o corpo é o invólucro
material que reveste o Espírito
temporariamente, para preenchimento
da sua missão na Terra e execução
do trabalho necessário ao seu
adiantamento. O corpo, usado, destrói-se
e o Espírito sobrevive à
sua destruição. Privado
do Espírito, o corpo é
apenas matéria inerte, qual
instrumento privado da mola real de
função; sem o corpo,
o Espírito é tudo: a
vida, a inteligência. Em deixando
o corpo, torna ao mundo espiritual,
onde paira, para depois reencarnar.
Existem,
portanto, dois mundos: o corporal,
composto de Espíritos encarnados;
e o espiritual, formado dos Espíritos
desencarnados. Os seres do mundo corporal,
devido mesmo à materialidade
do seu envoltório, estão
ligados à Terra ou a qualquer
globo; o mundo espiritual ostenta-se
por toda parte, em redor de nós
como no Espaço, sem limite
algum designado. Em razão mesmo
da natureza fluídica do seu
envoltório, os seres que o
compõem, em lugar de se locomoverem
penosamente sobre o solo, transpõem
as distâncias com a rapidez
do pensamento. A morte do corpo não
é mais que a ruptura dos laços
que os retinham cativos.
Allan Kardec. Da obra: O Céu
e o Inferno.
112a edição. Livro eletrônico
gratuito em http://www.febrasil.org.
Federação Espírita
Brasileira, 1995.