Por
maiores sejam os obstáculos,
procura doar o melhor de ti, na execução
das tarefas que te cabem.
Se
erraste, recomeça.
Se
caíres, pensa em tua condição
de criatura humana, reajusta as próprias
emoções e reergue-te
para caminhar adiante.
Desânimo,
em muitos casos, é a ausência
de aceitação do que
ainda somos, ante a pressa de ser
o que outros, pelo esforço
próprio nas estradas do tempo,
já conseguem ser.
Coragem
é a força que nasce
da nossa própria disposição
de aprender e de servir.
Não
te ausentes dos próprios encargos.
Dever
cumprido é passaporte ao direito
que anseias usufruir.
Não
acredites em felicidade no campo íntimo,
sem o teu próprio trabalho
para construí-la.
Toda
realização nobre se
levanta na base da perseverança
no bem.
Compadece-te
dos que, porventura, te firam e, ao
recordá-lo, exerce a bondade
sem ressentimento.
Não
exijas de ninguém a obrigação
de seguir-te os modelos de vida e
pensamento.
Protege
as crianças, tanto quanto se
te faça possível, mas
não te tortures, ante a escolha
dos adultos que esperam de ti o respeito
às experiências deles,
tanto quanto reclamas o acatamento
alheio para com as tuas.
Distribui
otimismo e simpatia.
Irritação
não edifica.
Não
percas tempo com lamentações
inúteis, reconhecendo que há
sempre alguém a quem podes
beneficiar com essa ou aquela migalha
de apoio e generosidade.
Deixa
algum sinal de alegria onde passes.
Quando
os problemas do cotidiano se te façam
difíceis, ao invés de
inconformação ou de
azedume, usa a paciência.
Sempre
que necessário, empenha-te
a ouvir esse ou aquele assunto, com
mais atenção para que
possas compreender isso ou aquilo
com mais segurança.
Lembra-te
de que falando ou silenciando, sempre
é possível fazer algum
bem.
Grande
entendimento demonstra a criatura
que vive a própria vida do
melhor modo que se faça possível,
concedendo aos outros o dom de viverem
a vida que lhes é própria,
como melhor lhes pareça.
Xavier,
Francisco Cândido. Da obra:
Atenção.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Araras, SP: IDE, 1997.