Mensagem
sobre a Páscoa
A
recordação da Paixão de Mestre Jesus
traz sempre a reflexão sobre a necessidade
do processo evolutivo e o aprendizado
dos espíritos, conscientizados por
sua própria vontade de reforma interior.
Contemplar o sofrimento de Jesus,
para os verdadeiramente cristãos,
é conscientizar-se das dificuldades
inerentes a reforma interior, porem
condição indispensável para o progresso
do espírito, sua transformação e crescimento.
"Para
o cristão-espírita, a Paixão de Jesus
assume, contudo, ainda outro significado
mais grave. E a contemplação de um
dos fenômenos psíquico-mediúnico de
maior beleza na história da Humanidade.
O grande sacrifício realiza-se no
próprio momento do nascimento, ou
ainda da concepção, do Mestre, quando
seu espírito excelso e sublime deixa
as paragens de luz onde normalmente
habita, e faz-se homem para viver
entre os homens. O outro momento grandioso,
e também de sacrifício, e quando Mestre
Jesus, auxiliado pelo Sacerdote João
Baptista, abre sua mediunidade para
receber as influências evangélicas
do Cristo, as margens do Rio Jordão.
O Logos Solar, o Governador de todo
nosso Sistema Planetário, incorpora
no Mestre e vai acompanhá-lo em sua
pregação por três anos na Terra, deixando
também suas paragens celestiais para
vir atender a cada um de seus irmãos
menores encarnados e desencarnados
sobre o planeta Terra.
"As
comemorações da Paixão recordam-nos
igualmente o momento sublime do abandono
do Cristo do corpo de Mestre Jesus.
No Horto das Oliveiras, o Logos Solar
encontra cumprida sua missão. Pregara
e explicara o Evangelho, única via
para o progresso do espírito. Entrega
o Mestre, assim, para o cumprimento
de sua missão particular de sacrifício
e superação de seu próprio eu, para
que o Governador da Terra, o Mestre
Sublime, pudesse concluir a etapa
avançada de seu progresso e de sua
própria reforma interior. O terceiro
sacrifício seria vivido por Mestre
Jesus intensa e significativamente,
para sua purificação e aperfeiçoamento.
"O
Mestre, depois dos sofrimentos atrozes
a que foi submetido, desencarna e
seu espírito 'desceu a Mansão dos
Mortos, ressuscitou ao terceiro dia".
Jesus visita os mais recônditos lugares
do Umbral, vai ao encontro de todos
aqueles espíritos que jaziam por vezes
ha milênios no lodo de suas profundas
e arraigadas imperfeições. Com a luminosidade
de sua alma, o Sublime Peregrino percorre
os corredores das iniqüidades, fala
da beleza do Reino de Seu Pai e vence
as mais duras barreiras nos corações
dos espíritos cristalizados em sentimentos
de ódio, rancor, vingança. Sua passagem
entre as 'hostes do Mal' é de significado
sublime e conteúdo maravilhoso. Em
imponente tarefa de auxilio aos mais
necessitados, espíritos luminosos
como José, João Baptista e o velho
Simeão, do Templo de Jerusalém, são
seus auxiliares mais próximos, que
vão recolhendo os espíritos que se
arrependem e convencidos da necessidade
de progresso por aquela luz intensa
que os esclarece, arrojam-se aos pés
da divina corte enviada da Mansão
do Logos Solar para acompanhar o Mestre
em sua ultima e sublime missão sobre
o Planeta Terra.
"Ao
final de três dias, não é somente
o espírito do Mestre que se mostra
ao coração e aos sentidos dos 'homens
de pouca fé' que levarão sua doutrina
aos quatro cantos do mundo. São milhares
e milhares de espíritos que abandonam
o Umbral e dirigem-se a evolução.
Muitos, muitos, reencarnam nesses
dias na Terra, futuros jovens e adultos
que, convertidos em espírito ao Cristianismo,
darão provas de sua nova fé nos circos
romanos, nas perseguições na Grécia,
Antioquia e na própria Judéia. Tornam-se
eles, que eram os 'endiabrados' que
atacaram a vara de porcos, que tentaram
o Mestre no deserto, que compunham
as tropas sanguinárias de Roma no
oriente, os Santos Mártires do Cristianismo,
num processo de redenção sublime,
com suas bases assentadas no amor
pregado por Mestre Jesus, por ele
vivenciado até o ultimo instante.
"Outros
serão levados a câmaras de retificação,
para seu maior burilamento e engrandecimento
do espírito. Em breve, retornarão
ao planeta Terra, como novos mártires,
como sacerdotes e divulgadores da
nova fé. E quantos ainda não necessitarão
de anos, séculos, para sua total recuperação,
seja pelo grau de suas imperfeições,
seja por seu ceticismo doentio em
aceitar o Evangelho do Pai. E ainda
ha os que nos nossos dias estão reencarnando,
uma e outra vez, somente agora dando
testemunho real de sua evolução.
"A
cada comemoração da Paixão, José,
João Baptista e o velho Simeão retornam
aos corredores de iniqüidades do Umbral.
Iluminados pelo amor inesgotável do
Mestre, que jorra desde as alturas
de sua pureza, percorrem os três irmãos
os mesmos caminhos um dia pisados
pelo Mestre. Ainda hoje recorrem os
irmãos ai estacionados. Ministram-lhes
curas imediatas, confortam-lhes com
as doces palavras do Mestre e mostram-lhes
o caminho da redenção e da luz. E
uma e outra vez o fenômeno sublime
do arrependimento se repete. E muitas
e muitas centenas de milhares de espíritos,
no Domingo de Páscoa, ressuscitam
de seus males, de suas imperfeições.
Muitíssimos então reencarnam para
dar testemunho, outra vez, de sua
nova personalidade. Outros tantos
vão aprender a necessidade da reencarnação
e pouco a pouco realizam sua tarefa
de crescimento espiritual.
"Ano
após ano, José, João Baptista e Simeão
repetem sua excursão. E convidam-nos
a dela participar. Seja em desdobramento,
acompanhando-os na missão que lhes
foi confiada pelo Mestre, seja em
oração e meditação profunda nos dias
da Paixão, seja ainda na tarefa de
doutrinadores, nos templos espalhados
por todo o globo, para auxiliar a
recuperação de espíritos, nossos irmãos
mais endurecidos.
"Reflitamos
com sinceridade. Preparemo-nos, no
próximo ano, com verdadeira disposição,
para que possamos realmente colaborar
na tarefa sublime de ajuda ao próximo,
instituída pelo Sublime Galileu, Pescador
de Almas."
Mensagem
ditada por FREDERICO, recebida por
Fernando Igreja em reunião familiar
realizada a 20 de abril de 1998. (Publicado
no Boletim GEAE Número 292 de 12 de
maio de 1998)