Pierre-Gaëtan
Leymarie foi um dos
mais destacados continuadores
da obra de Allan Kardec.
Foi um homem notável,
que sempre se interessou
pelos ideais nobres.
Integrado
às fileiras
espíritas,
empolgou-se com seus
nobilitantes ideais
e, quando Allan Kardec
iniciou a publicação
da Revue Spirite e
das obras fundamentais
do espiritismo, dando
início às
sessões de
estudos e experimentações,
contou com o incondicional
apoio de Leymarie,
o qual se tornou um
dos seus mais assíduos
assessores.
Pouco
antes da sua desencarnação,
Allan Kardec lançou
as bases de uma Sociedade
Anônima, à
qual legaria os seus
bens, com objetivo
de assegurar a difusão
do Espiritismo. Leymarie
foi um dos primeiros
a integrar-se na Sociedade,
da qual se tornou
administrador. Também
passou a exercer os
corgos de redator-chefe
e diretor da Revue
Spirite.
Durante
trinta anos, no atribulado
período que
se seguiu ao decesso
de Kardec, quando
o Espiritismo era
encarado com reservas,
sendo alvo de zombarias
e inconcebíveis
ataques, Leymarie
manteve-se em luta
constante, proclamando
bem alto os nobres
ideais da Terceira
Revelação,
através das
páginas da
Revue Spirite e da
palavra falada.
A
Revue Spirite se tornou
órgão
de divulgação
de todos os ideais
nobres de cunho humanitário,
moral e espiritualista.
Os trabalhos encetados
na Inglaterra por
William Crookes tiveram
na revista a melhor
acolhida e o próprio
Leymarie fez experiências
com um médium
fotógrafo,
obtendo uma série
de fotos que foi publicada
em suas páginas.
Nessa
época foi vítima
de detratores do Espiritismo,
quando o fotógrafo
Buguet, fazendo uso
dos meios fraudulentos
na obtenção
de fotografias de
Espíritos,
é processado
pelo Ministério
Público. Em
16 de junho de 1875,
Leymarie e Firman
foram também
envolvidos no processo,
em vista dos laços
de amizade que mantinham
com Buguet, e desta
forma, julgados coniventes
na fraude. Devido
a depoimentos inverídicos
de Buguet, os três
foram condenados.
Buguet e Firman conseguiram
a liberdade. Leymarie
não. Elaborou
notável Memória
à Corte Suprema,
atestando, perante
sua consciência
e de seus filhos,
a sua inocência,
mostrando-se confiante
na decisão
final daquele tribunal.
Com sentimento de
remorso, Buguet escreve
ao Ministro da Justiça
dando testemunho sobre
a inocência
de Leymarie, acrescentando
que, embora muitas
das fotos fossem verdadeiras,
devido ao desconhecimento
que tinha da Doutrina
Espírita, praticava
a fraude, quando não
as conseguia com sua
mediunidade. Em sua
carta ele afirmou:
Lastimo, pois,
haver dito, na minha
fraqueza, o contrário
da pura verdade, renunciando
eu à minha
mediunidade e pedindo
perdão a Deus
por esse ato que deploro,
pois, que ele serviu
para incriminar um
homem probo, cuja
boa fé se tornou
suspeita em face das
minhas afirmações.
Amèlie
Boudet, viúva
de Allan Kardec, apesar
de sua avançada
idade, atuou no processo
como testemunha. Cartas
de solidariedade de
todo o mundo foram
enviadas a Leymarie.
A Sociedade
para Continuação
das Obras Espíritas
de Allan Kardec
recebeu manifestações
de simpatia de vários
países, inclusive
do Brasil, partindo
elas tanto dos encarnados
como dos desencarnados.
Apesar
de todo o empenho
e de tantas declarações
e testemunhos abonadores,
Leymarie foi condenado
a um ano de prisão
celular. Um pouco
mais tarde, anulada
a sentença
condenatória,
o infatigável
discípulo de
Kardec voltou às
atividades, retomando
a direção
da Sociedade e da
Revue Spirite.
Graças
à ação
de Leymarie as obras
de Allan Kardec foram
traduzidas para vários
indiomas. Também
realizou vária
viagens à Bélgica,
Espanha e Itália,
difundindo os consoladores
ensinamentos da Doutrina
dos Espíritos.
Participou
como delegado do I
Congresso de Bruxelas.
Em 1888 foi eleito
a ocupar uma das presidências
do Congresso Espírita
de Barcelona. Nessa
ocasião, foi
lida a comovente moção
de gratidão
enviada da prisão
de Tarragona, por
um por um grupo de
condenados a trabalhos
forçados, convertidos
à fé
espírita.
Em
1889 Leymarie organizou
o I Congresso Espírita
da França.
Leymarie
foi assim, fervoroso
propagandista da Doutrina.
Orador e escritor,
conseguiu, pela firmeza
de seus ideais, atrair
a simpatia e a admiração
de muitos pensadores
da época. Foi
homem sensível
e profundamente honesto.
Sua
esposa, Marina, deu-lhe
sempre a máxima
cooperação.
Quando Leymarie foi
processado, ela escreveu
a admirável
memória Procés
des Spirites,
que se tornou precioso
documento para a história
do Espiritismo.
Leymarie
desencarnou no dia
10 de abril de 1901,
na cidade de Paris.
Fonte:
Livro Personagens
do Espiritismo, de
Antônio de Souza
Lucena e Paulo Alves
Godoy - Edições
FEESP
Mons.
Leymarie and Mons.
C. with Spirit of
Edouard Poiret
Carbon
print or Woodburytype
carte de visite
2.25
x 3.5 inches
circa
1874
Leymarie
was the editor of
Revue Spirite, which
circulated this image
and publicized Buguet's
work. In 1875, a French
court sentenced Buguet
and Leymarie to a
year in prison for
fraud after a raid
on the Buguet studio
uncovered two shrouded
dummies (the smaller
of the figures was
used to represent
children) and 299
photographs of heads,
mounted on cardboard.
Confronted with the
evidence, Buguet confessed.
But at the Spiritualist
Congress in Brussels
during September of
1875, he recanted--
claiming that the
dummies were only
used by his employees
when he was absent
due to illness, and
insisting that two-thirds
of his ghost photographs
were genuine.
The English medium
and Anglican minister
William Stainton Moses
considered this one
of the most important
spirit photographs
ever made.
Inscriptions
on verso:
"Medium
Ch. E. Buguet/5 Boulv.
Montm. at Paris"
"This
is perhaps the most
remarkable spirit-picture
existing till this
time (Feb. [1875)--The
medium did not manipulate
[i.e., make the exposure
or process the image
in the darkroom].
The spirit more distinct
than the sitters,
is an old friend who
died at Pimpres (Oise)
12 years ago. The
form is enveloped
in the ordinary fluidic
veil. Mons. C is shrouded
in the same drapery.
Bibliography
"Une
photographie spirite,"
Revue Spirite , Journal
D'Etudes Psychologiques,
June 1874, p. 165.
Fred
Gettings, Ghosts in
Photographs, The Extraordinary
Story of Spirit Photography
(New York: Harmony
Books, 1978) p. 37
Rolf
H. Krauss, Beyond
Light and Shadow (Munich:
Nazraeli Press, 1995)
p. 130.