(Para
o doente pronunciar) Senhor, sois todo
justiça; a doença que
vos aprouve me enviar, devo-a merecer,
pois não fazeis sofrer jamais
sem causa. Eu me entrego, para minha
cura, à vossa infinita misericórdia;
se vos apraz me restituir a saúde,
que vossa infinita misericórdia;
se vos apraz me restituir a saúde,
que vosso santo nome seja bendito; se,
ao contrário, devo ainda sofrer,
que ele seja bendito da mesma forma;
eu me submeto sem murmurar aos vossos
divinos decretos, porque tudo o que
fazeis não pode ter por finalidade
senão o bem das vossas criaturas.
Fazei, ó meu Deus, que esta doença
seja para mim uma advertência
salutar, e me leve a meditar sobre eu
mesmo; aceito-a como uma expiação
do passado, e como uma prova para a
minha fé e a minha submissão
à vossa santa vontade.
(Pelo
doente) Meu Deus, vossos desígnios
são impenetráveis, e em
vossa sabedoria haveis acreditado dever
afligir ......... pela doença.
Lançai, eu vos suplico, um olhar
de compaixão sobre os seus sofrimentos,
e dignai-vos pôr-lhes um fim.
Bons Espíritos, ministros do
Todo-Poderoso, secundai, eu vos peço,
meu desejo de o aliviar; dirigi meu
pensamento, a fim de que ele vá
derramar um bálsamo salutar sobre
seu corpo e consolação
em sua alma. Inspira-lhe a paciência
e a submissão à vontade
de Deus; dai-lhe a força de suportar
suas dores com resignação
cristã, a fim de que não
perca o fruto das suas provas.
(Para
ser pronunciada pelo médium curador)
Meu Deus, se dignais vos servir de mim,
indigno que sou, eu posso curar esse
sofrimento, se tal é vossa vontade,
porque tenho fé em vós;
mas sem vós eu não posso
nada. Permiti aos bons Espíritos
me penetrarem com seu fluido salutar,
a fim de que o transmita a este doente,
e afastai de mim todo pensamento de
orgulho e de egoísmo, que poderia
alterar-lhe a pureza.
PRECES PELOS OBSIDIADOS
(Para
ser pronunciada pelo obsidiado) Meu
Deus, permiti aos bons Espíritos
livrar-me do Espírito malfazejo
que está ligado a mim. Se é
uma vingança, que exerce por
injustiças que eu terei feito
outrora para com ele, vós o permitis,
meu Deus, para minha punição,
e eu suporto a conseqüência
da minha falta. Possa meu arrependimento
merecer vosso perdão e minha
libertação! Mas, qualquer
que seja seu motivo, peço para
ele a vossa misericórdia; dignai-vos
facilitar-lhe o caminho do progresso
que o desviará do pensamento
de fazer o mal. possa eu, de minha parte,
retribuindo o mal com o bem, conduzi-lo
a melhores sentimentos. Mas eu sei também,
ó meu Deus, que são as
minhas imperfeições que
me tornam acessível às
influências dos Espíritos
imperfeitos. Dai-me a luz necessária
para as reconhecer; combatei, sobretudo,
em mim o orgulho que me cega sobre meus
defeitos. Qual não deve ser minha
indignidade, uma vez que um ser malfazejo
pode me senhorear! Fazei, ó meu
Deus, que esse revés para a minha
vaidade me sirva de lição
para o futuro; que ele me fortaleça
na resolução que tomo
de me depurar pela prática do
bem, da caridade e da humildade, a fim
de opor, de hoje em diante, uma barreira
às más influências.
Senhor, dai-me a força de suportar
esta prova com paciência e resignação;
eu compreendo que, como todas as outras
provas, ela deve ajudar o meu adiantamento
se não perder-lhe o fruto com
meus murmúrios, uma vez que me
fornece ocasião de mostrar minha
submissão e de exercer uma caridade
para com um irmão infeliz, perdoando-lhe
o mal que me fez (Cap. XII, nºs
5 e 6, Cap. XXVIII, nºs 15).
(Para
o obsidiado) Deus Todo-Poderoso, dignai-vos
dar-me o poder de libertar .........
do espírito que o obsidia; se
entra em vossos desígnios pôr
termo a essa prova, concedei-me a graça
de falar a esse Espírito com
autoridade. Bons Espíritos que
me assistis, e vós, seu anjo
guardião, prestai-me vosso concurso;
ajudai-me a desembaraça-lo do
fluido impuro do qual está envolvido.
Em nome de Deus Todo-Poderoso, eu abjuro
o espírito malfazejo que o atormenta
a se retirar.
(Para
o Espírito obsessor) Deus infinitamente
bom, imploro a vossa misericórdia
para o Espírito que obsidia ............;
fazei entrever as divinas claridades,
a fim de que ele veja o falso caminho
em que está empenhado. Bons Espíritos,
ajudai-me a fazê-lo compreender
que tem tudo a perder fazendo o mal,
e tudo a ganhar fazendo o bem. Espírito
que vos comprazeis em atormentar ........,
escutai-me porque eu vos falo em nome
de Deus. Se quiserdes refletir, compreendereis
que o mal não pode impor-se ao
bem, e que não podeis ser mais
forte do que Deus e os bons Espíritos.
Eles teriam podido preservar...........
de todo golpe da vossa parte; se não
o fizeram, foi porque ele (ou ela) tinha
uma prova a suportar. Mas quando essa
prova tiver acabado, vos tirarão
toda ação sobre ele; o
mal que lhe tendes feito, em lugar de
prejudicá-lo, servirá
para seu adiantamento, e com isso não
será mais feliz, assim vossa
maldade terá sido uma pura perda
para vós e reverterá contra
vós. Deus, que é Todo-Poderoso,
e os Espíritos superiores seus
delegados, que são mais poderosos
do que vós, poderão, pois,
por fim a essa obsessão usando
o quiserem, e vossa tenacidade se quebrará
diante dessa suprema autoridade. Mas,
pelo fato mesmo de que Deus é
bom, ele quer vos deixar o mérito
de cessá-la de vossa própria
vontade. É uma moratória
que vos é concedida; se não
a aproveitais, sofrereis suas deploráveis
conseqüências; grandes castigos
e cruéis sofrimentos vos esperam;
sereis forçado a implorar a piedade
e as preces da vossa vítima,
que já vos perdoa e ora por vós,
o que é um grande mérito
aos olhos de Deus, e apressará
sua libertação. Refleti,
pois, enquanto é tempo ainda,
porque a justiça de Deus se abaterá
sobre vós como sobre todos os
Espíritos rebeldes. Pensai que
o mal que fazeis neste momento terá
forçosamente um fim, enquanto
que, se persistis no vosso endurecimento,
vossos sofrimentos irão aumentando
sem cessar.
Quando
estáveis sobre a Terra, não
teríeis achado estúpido
sacrificar um grande bem por pequena
satisfação de um momento?
Ocorre o mesmo agora que sois Espíritos.
Que ganhais com o que fazeis? O triste
prazer de atormentar alguém,
o que não vos impede de ser infeliz,
o que quer que possais dizer, vos tornará
mais infeliz ainda. Ao lado disso, vede
o que perdeis; olhai os bons Espíritos
que vos cercam e vede se sua sorte não
é preferível à
vossa. A felicidade que eles gozam vosso
quinhão quando o quiserdes. O
que é preciso para isso? Implorar
a Deus e fazer o bem, em lugar de fazer
o mal. Eu sei que não podeis
vos transformar de repente; mas Deus
não pede o impossível;
o que ele quer é a boa vontade.
Experimentais, pois, e nós vos
ajudaremos. Fazei com que logo possamos
dizer por vós a prece pelos Espíritos
arrependidos, e não mais vos
situar entre os maus Espíritos,
até que possais estar entre os
bons. (Ver também prece pelos
Espíritos Endurecidos).
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