"Prometendo-lhes
liberdade,
sendo eles mesmos servos da
corrupção."
(II Pedro, 2:19.)
É
indispensável desconfiar de
todas as promessas de facilidades
sobre o mundo.
Jesus, que podia abrir os mais vastos
horizontes aos olhos assombrados da
criatura, prometeu-lhe a cruz sem
a qual não poderia afastar-se
da Terra para colocar-se ao seu encontro.
Em
toda parte, existem discípulos
descuidados que aceitam o logro de
aventureiros inconscientes.
É
que ainda não aprenderam a
lição viva do trabalho
próprio a que foram chamados
para desenvolver atividade particular.
Os
fazedores de revoluções
e os donos de projetos absurdos prometem
maravilhas. Mas, se são vítimas
da ambição, servos de
propósitos inferiores, escravos
de terríveis enganos, como
poderão realizar para os outros
a liberdade ou a elevação
de que se conservam distantes?
Não
creias em salvadores que não
demonstrem ações que
confirmem a salvação
de si mesmos.
Deves
saber que foste criado para gloriosa
ascensão, mas que só
é fácil descer. Subir
exige trabalho, paciência, perseverança,
condições essenciais
para o encontro do amor e da sabedoria.
Se
alguém te fala em valor das
facilidades, não acredites;
é possível que o aventureiro
esteja descendo.
Mas quando te façam ver perspectivas
consoladoras, através do suor
e do esforço pessoal, aceita
os alvitres com alegria.
Aquele
que compreende o tesouro oculto nos
obstáculos, e dele se vale
para enriquecer a vida, está
subindo e é digno de ser seguido.
Xavier,
Francisco Cândido. Da obra:
Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição
99. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.