Triângulo
das Bermudas, ou também Triângulo
do Diabo. Trata-se de um triângulo
imaginário, formado entre as
ilhas Bermudas, Porto Rico e Melbourne
(Flórida). Área de 3.900.000
km2. Desde meados do séc. XIX
que se tem conhecimento de fatos misteriosos,
nesse local. Mais de 50 barcos e navios,
além de 20 aviões, aí
desapareceram. Veja o que diz Charles
Berlitz, em seu livro "O TRIÂNGULO
DAS BERMUDAS" (Círculo do
Livro, 1984), sobre o assunto.
"Existe
uma região no Atlântico
ocidental, perto da costa sudeste dos
Estados Unidos, que forma o que se convencionou
chamar de triângulo, limitando-se
ao norte pelas Bermudas, ao sul pela
Flórida e a oeste por um ponto
que, passando pelas Bahamas e Porto
Rico até 40 graus de latitude
oeste, volta-se novamente em direção
às Bermudas. Essa área
ocupa uma posição de destaque
no registro mundial dos mistérios
inexplicáveis. É uma área
conhecida geralmente pelo nome de Triângulo
das Bermudas, onde mais de cem aviões
e navios desapareceram completamente,
a maioria deles depois de 1945, e onde
mais de mil vidas se perderam nos últimos
26 anos sem que um único corpo
ou mesmo um simples vestígio
dos destroços de aviões
ou navios fossem encontrados. Os desaparecimentos
continuam a ocorrer com uma freqüência
aparentemente crescente, não
obstante serem os marujos e pilotos
hoje mais experimentados, as buscas
mais acuradas e os dados mais cuidadosamente
estudados."
A
região ganhou notabilidade mundial
em decorrência do sumiço,
no ar, de cinco aviões da marinha
norte-americana, em 5 de dezembro de
1945. Era um vôo de treinamento,
junto à costa da Flórida,
em missão de reconhecimento,
e cada um levava uma tripulação
de dois homens.Um total, portanto, de
dez pessoas. Haviam levantado vôo
da Base Naval de Fort Lauderdale, naquele
dia, às 2:00 h da tarde, e sobrevoavam
a região quando, às 3,15
h, o líder da esquadrilha comunicou-se
com a torre do aeroporto, dando conta
de uma emergência.
O livro citado transcreve o diálogo
entre o piloto-líder e a torre.
Abaixo, um trecho do mesmo:
- Chamando a torre. Isto é uma
emergência. Parece que estamos
fora do rumo. Não consigo ver
a terra... Repito... Não consigo
ver a terra.
- Qual é a sua posição?
- perguntam da torre.
- Não estamos certos de nossa
posição. Não tenho
a certeza de onde estamos... Parece
que estamos perdidos.
- Mude o rumo para oeste! - respondem,
da torre.
- Não sabemos para que lado fica
o oeste. Tudo está errado...
Estranho... Não temos certeza
de nenhuma direção...
Até mesmo o oceano parece diferente,
esquisito...
Por mais algum tempo dura o diálogo,
cada vez mais difícil as condições
eletromagnéticas de comunicação.
Às 4,00 h da tarde, praticamente
ficam incompreensíveis até
que nada mais se ouve e cessam as comunicações.
Um
sexto avião saiu para socorrê-los,
levando agora uma tripulação
de 13 pessoas. E, inexplicavelmente,
esse outro avião também
some. Assim, 23 pessoas estavam desaparecidas.
Mas as buscas continuaram, vasculhou-se
ar e mar, mas nada, nenhum vestígio,
indício do que acontecera foi
encontrado (restos de fuselagem, manchas
de óleo, etc.), qualquer pista
que indicasse o que acontecera. As condições
de tempo eram ideais para vôo.
Os aviões dispunham de combustível
mais do que o suficiente.
Registros de outros desaparecimentos
de aeronaves, no local, desde então:
-
1947: uma superfortaleza C-54, do exército
dos EE.UU.;
-
29/01/1948: um quadrimotor Tudor IV,
depois da última mensagem a 550
quilômetros das Bermudas, perdeu-se
com 31 pessoas a bordo;
-
28/12/48: um DC perdeu-se entre San
Juan de Porto Rico e Miami, com 32 pessoas;
-
17/01/49: outro avião, vindo
de Londres para Santiago do Chile, via
Bermudas, perdeu-se a 550 km dessas
ilhas;
-
março/50: um Globemaster desapareceu
na margem norte do Triângulo,
em rota para a Irlanda;
-
02/02/52: outro avião, também
ao norte do Triângulo, rumando
para a Jamaica, perdeu-se, com 33 pessoas
a bordo;
-
30/10/54: Super Constellation da marinha
americana, ainda ao norte do Triângulo,
sumiu, com 42 pessoas;
-
09/11/56: hidroavião, da patrulha
americana, desapareceu próximo
às Bermudas;
-
08/01/62: avião-tanque KB-50
da Força Aérea americana,
decolou de Langley Field, na Virgínia,
mas não chegou ao seu destino,
Açores;
-
28/08/63: dois quadrimotores da Força
Aérea americana desapareceram
a 480 km a sudoeste das Bermudas;
-
05/06/65: um Flying Boxcar C-119 sumiu
a sudeste da Língua do Oceano
com 3 tripulantes, etc.
E
a lista divulgada por Berlitz, em seu
livro, ainda continua, com mais aviões
e também NAVIOS, estes a partir
de 1840, com o Rosalie, um grande veleiro
francês, encontrado na rota de
Havana para a Europa, dentro da área
do Triângulo, com as velas içadas,
a carga intacta, mas com todos os tripulantes
desaparecidos!
Em outros casos, o desaparecimento é
completo, de navio, carga e tripulação,
jamais sendo encontrado nenhum destroço.
Mas, o desaparecimento apenas e total
da tripulação é
deveras intrigante.
Nessas condições, é
o caso do cargueiro cubano Rubicón,
em 22/10/1944, encontrado à deriva
pela Guarda Costeira, nas costas da
Flórida, sem ninguém a
bordo, excepto um cachorro...
Em razão do que, nasceu a hipótese
pelos amantes dos OVNIS de que o fenômeno
das Bermudas teria a intervenção
de extraterrestres.
Na verdade, existem explicações
variadíssimas, inclusive há
quem diga que a região é
bombardeada por raios mortais, oriundos
da antiga Atlântida. Outros, porém,
que não admitem suposições,
digamos, fantasiosas, acreditam que
tudo se deve às fortes correntes
marinhas locais. A ausência de
destroços e outras pistas se
deveria à profundidade das águas,
onde um dia, quem sabe, aí serão
encontrados.
Para saber muito mais, inclusive de
outros enigmas, além desses,
recomendo a leitura desse livro, O Triângulo
das Bermudas, de Charles Berlitz.
O
Triângulo das Bermudas
e os discos voadores
Faz décadas que os chamados discos
voadores são responsabilizados
pelo desaparecimento de aviões
e barcos no lugar antigamente chamado
"Triângulo do Diabo",
"Triângulo Maldito",
"Triângulo da Morte",
"Mar dos Barcos Perdidos"
ou "Cemitério de Barcos"
e, atualmente, "Triângulo
das Bermudas". Os OVNIs têm
sido freqüentemente relacionados
coma água. No mundo todo, muita
gente garante ter visto "luzes
submarinas" debaixo de navios,
sem qualquer possibilidade de tratar-se
de submarinos. Eles foram vistos pousados
sobre a superfície de lagos,
rios, do mar. Curiosamente, existe uma
ilha, Porto Rico, que tem recebido inúmeras
aparições de OVNIs. Por
estar situada na misteriosa região,
nosso interesse aumenta muito. O nome
"Triângulo das Bermudas",
que acabou se popularizando, se deve
a um fato que ocorreu em 05/12/1947,
quando houve o desaparecimento até
hoje inexplicado de seis aviões
navais da Marinha de Guerra dos Estados
Unidos..
Cerca
de uma hora depois da partida do avião,
a torre de controle da base de Fort
Lauderdale recebeu um estranho comunicado
do comandante da esquadrilha: "Chamando
a torre...circunstâncias críticas...parece
que estamos fora da rota...não
conseguimos avistar a terra...não
estamos seguros de nossa posição...
até o mar não é
como deveria ser". Passado um tempo,
a torre de controle não conseguiu
mais falar com nenhum dos aviões,
por razões até hoje não
esclarecidas. A última mensagem
recebida do comandante daquela esquadrilha
dava conta de ventos fortes na rota
dos aviões. Há quem diga
que ele teria dito "Estamos entrando
na água branca...estamos
perdidos...não me sigam!"
Mas essas mensagens não foram
confirmadas. Nunca foram encontrados
destroços ou os restos dos tripulantes.
Desde então, misteriosas desaparições
que ocorreram nesse triângulo
mortal custaram mais de 1000 vidas e
nenhum corpo foi recuperado, como também
não foram achados destroços
dos aviões ou barcos desaparecidos
na região. A causa desconhecida
que fez seis aparelhos da Força
Aérea americana desaparecer devia
ser a mesma que vinha dando sumiço
a dezenas de embarcações
na mesma área.
Mas
serão os mistérios do
"triângulo" insolúveis
mesmo? Há quem pense que o mistério
daquela região não seja
um mistério: que todas as desaparições
possam ser explicadas racionalmente
e que tudo seria "coincidência".
No caso da esquadrilha de aviões
desaparecida, muitos crêem que
tudo não passou de uma sucessão
de vários erros dos tripulantes,
da base e de coincidências desastrosas
na área, como os ventos mencionados
pelo comandante. Os defensores do "mistério"
contra-atacam, perguntando: "Como
foi que não se achou um só
fragmento, apesar da enorme busca? E
os outros navios e aviões que
se perderam nas redondezas?"
No
Século 19
Em
25/02/1855, um navio de três mastros
foi avistado por outro navegando à
deriva, sem qualquer vestígio
de sua tripulação. O carregamento
estava intacto e os salva-vidas em seus
lugares. Anos depois, em fevereiro de
1880, o navio-escola inglês "Atlanta",
com 280 homens à bordo, viaja
pela região rumo à Inglaterra.
Sumiu no meio do caminho e seus destroços
nunca foram achados.
Num
dia não determinado de 1881,
nas proximidades dos Açores,
um navio americano chocou-se contra
uma barcaça abandonada, em bom
estado. Nenhum sinal de vida foi achado
a bordo dela. Alguns marinheiros americanos
foram designados para controlar a barcaça
vazia, mas uma tempestade impediu que
as embarcações navegassem
lado a lado todo o tempo. A barcaça
foi achada algum tempo depois e, misteriosamente,
os marinheiros americanos também
tinham desaparecido!
Região
Famosa
O
nome "Triângulo das Bermudas"
se popularizou com o escritor Charles
Gaddis, que divulgou a história
em seu livro "Horizontes Invisíveis"
(1965 ), além da publicação
do artigo "O Mortal Triângulo
das Bermudas" pela revista "Flying
Saucer Review" , especializada
em OVNIs. E ainda que todos os autores
de livros e articulistas que mencionam
o assunto coincidam ao dizer que os
limites da "zona misteriosa",
ao serem traçados sobre uma carta
marinha, formam um triângulo com
as pontas em Miami, as Bermudas e Porto
Rico, as estatísticas das desaparições
mostram que, mais que um triângulo,
a zona perigosa forma uma elipse.
De
qualquer maneira, seja triângulo,
elipse ou qualquer outra forma geométrica,
a maioria dos desaparecimentos de aviões
e barcos aconteceu e ainda acontece
dentro do "Triângulo das
Bermudas". Dentro dessa extensa
zona, em que as profundezas do oceano
Atlântico superaram os seis mil
metros, é onde, como se disse
antes, se localizou o maior número
de desaparições inexplicáveis
de barcos e aviões. Sobre este
particular, vejamos o que diz um conhecido
especialista em OVNIs, o espanhol Antonio
Rivera, em um artigo publicado pela
revista "Cíclope",
editada na Espanha:
"Mas,
existe uma zona do Globo onde os desaparecimentos,
não só de aviões,
mas também de barcos, tornaram-se
tão freqüentes que só
a sua menção basta para
provocar um estremecimento nos marinheiros
mais curtidos. Tudo começou com
o petroleiro "Marine Sulphur Queen",
desaparecido em 03/02/1963; dois quadrimotores
modelo KC-135, desaparecidos com boas
condições de tempo a 28/08/1963;
o pesqueiro "SnoBoy",
desaparecido em 01/07/1963 sem deixar
rastro; um avião petroleiro militar
tipo KB-50, sumido a 08/01/1962.
"Parece
que o Projeto Magnet, da
Marinha americana, detectou, mediante
seus aviões equipados com magnetômetros
ultra-sensíveis, a existência
de forças magnéticas peculiares
procedentes de cima na zona de Key West,
no Caribe. Este projeto é secreto
e, segundo a NICAP, tem nessa zona uma
relação direta com os
OVNIs.
"Houve
outros casos estranhos, que ocorreram
entre 1947 e 1949. Em 1947, uma superfortaleza
voadora norte-americana desapareceu
estranhamente a 100 milhas das Bermudas.
A busca intensa realizada por um grande
número de barcos e aviões
não conseguiu resolver o mistério,
que a Aeronáutica americana tratou
de explicar, atribuindo-o a uma tremenda
corrente de ar ascendente que desintegrou
o enorme bombardeiro. Uma explicação
parecida recebeu a desaparição,
em março de 1950, do Globemaster
norte-americano que cruzava o Atlântico
rumo à Irlanda.
"Em
30/10/1954 um avião da Marinha
americana com 42 pessoas a bordo e carregado
com equipamentos militares, desapareceu
entre Maryland e os Açores. A
operação de busca envolveu
300 aviões e várias dezenas
de navios. Nunca acharam nada daquele
avião.
"A
30/01/1948, um avião de passageiros
Tudor, da British South America Airways,
sumiu quando voava a umas 400 milhas
das Bermudas. O aparelho levava uma
tripulação de 6 homens
e 25 passageiros. O tribunal pelo qual
se realizou a investigação
sobre as prováveis causas do
acidente só pôde dizer
que "estas deveriam ser externas".
Quase um ano depois desse incidente,
um outro avião Tudor, da mesma
empresa com 13 passageiros e uma tripulação
de sete homens desapareceu nas Bermudas
quando se dirigia para a Jamaica. Apesar
dos esforços de busca, não
se conseguiu resolver o mistério.
Não encontraram nenhum resto
flutuante, mas aconteceu algo estranho:
durante a primeira noite de busca do
Tudor, dois aviões (um britânico
e o outro americano) comunicaram independentemente
um do outro terem visto uma estranha
luz no oceano, na zona onde desapareceu
o primeiro dos aviões Tudor.
"Na
noite de 09/02/1913 viu-se uma "procissão
celeste de estranhas luzes" no
Canadá, nos Estados Unidos, no
mar e sobre as Bermudas. Segundo relatou
uma testemunha do acontecimento, "parecia
um trem expresso iluminado à
noite".
A
lista de navios, pesqueiros, iates e
pequenas embarcações desaparecidas
sem lançar SOS e sem deixar vestígios
é muito grande e certamente vai
aumentar ainda mais. O que apresentamos
nesta seção é apenas
pequena amostra entre uma infinidade
de fatos insolúveis.
O
falecido explorador e zoólogo
Ivan T. Sanderson publicou há
alguns anos, na revista "Saga",
um artigo intitulado "Doze Cemitérios
do Diabo ao Redor do Mundo", no
qual afirma que, além do Triângulo
das Bermudas, há no mundo outras
11 zonas onde ocorrem as desaparições
que nos preocupam. Sanderson e seus
colaboradores examinaram farta documentação
e estatísticas, chegando à
conclusão de que a maioria dos
misteriosos fatos acontecidos ocorreu
em 12 zonas de forma triangular ou oblonga,
perfeitamente identificáveis
e delimitadas. Entre elas está
não somente o Triângulo
das Bermudas, mas também seu
equivalente, o "Mar do Diabo",
localizado a Leste do Japão,
entre Iwo Jima e a ilha Marcus.
O
caso mais impressionante dos muitos
que ocorreram no "Mar do Diabo"
foi o do navio Kaiyo Marus, enviado
pelo governo japonês justamente
para pesquisar o mistério daquela
região e que desapareceu sem
deixar rastros. Cientistas e especialistas
estavam naquele navio e nunca mais foram
vistos.
Exceto
em duas zonas, situadas no Polo Sul
e no Polo Norte, estas regiões
críticas estão localizadas
entre os paralelos de latitude 30°
e 40°, de ambos os hemisférios
e com uma separação aproximada
de 72° de longitude entre os centros
de uma e de outra. Sanderson explica
que, em sua maioria, essas zonas (que
chamaremos de "Zonas de Anomalias
Geomagnéticas" ou zonas
AMG) estão localizadas a Leste
das Testemunhas garantem ter plataformas
continentais, ou seja, onde as correntes
oceânicas quentes, em seu trajeto
para o Norte, se encontram com as correntes
frias que fluem até o Sul, originando
pontos nodais (onde as correntes submarinas
e as de superfície tomam caminhos
diferentes). No que diz respeito às
correntes submarinas, estas fluem tangencialmente
e, por causa das distintas temperaturas
que as afetam, provocam turbulências
magnéticas que influem adversamente
sobre os sinais eletromagnéticos
ou de rádio, afetando as comunicações
e, inclusive, sob condições
especiais, a gravidade. Em casos extremos,
chegam a provocar o desaparecimento
de barcos e aviões.
Diz
Sanderson que a Terra opera por magnetismo
e pergunta: será que o Triângulo
do Diabo e as demais zonas AGM não
estariam atuando como enormes geradores
de outros tipos de anomalias, tais como
certos torvelinhos, nos quais os objetos
materiais são submetidos a uma
continuidade tempo-espaço diferente?
No
livro "Limbo dos Perdidos",
John Wallace Spencer, ex-piloto da Força
Aérea americana dá uma
lista das mais importantes desaparições
e sustenta, como Charles Berlitz que,
para levar os veículos sumidos
para fora de nosso planeta, os supostos
discos voadores vêm seqüestrando
barcos e aviões há várias
décadas. A opinião de
ambos coincide com a de John Harder,
conhecido ufólogo e professor
de engenharia da Universidade de Berkeley
(Califórnia - EUA), que expôs,
em 1973, a teoria incomum de que nosso
planeta poderia se constituir em uma
espécie de zoológico cósmico
isolado do resto do universo, cujos
guardiães fazem de tempos em
tempos uma seleção, levando
alguns exemplares de seus habitantes.
Essa teoria, ainda que esteja dentro
das possibilidades de ser tomada em
consideração, não
pode ser aceita imediatamente, ainda
que estejamos convencidos de que os
discos voadores e os extraterrestres
realmente existem.
Admitindo,
como Spencer, que existem 12 zonas AGM
similares ao Triângulo das Bermudas
e ao Mar do Diabo e considerando que
se conhecem numerosos casos de embarcações
que, depois de afundar, apareceram novamente
à grande distância dos
lugares em que sumiram, seria lógico
admitir a possibilidade de algumas zonas
AGM estarem se comunicando através
do fundo do oceano, através de
enormes fossas ou túneis submarinos.
Charles Berlitz, por exemplo, menciona
em seu livro o caso de um tubarão
que apareceu vivo em uma tranqüila
chácara situada terra adentro,
a 35 quilometros da costa. É
razoável pensar que, se duas
zonas AGM se encontram interligadas,
as anomalias de qualquer tipo que ocorram
em uma delas terão a sua contrapartida
na outra e que, se o nível da
primeira baixa por qualquer razão,
o nível da outra se elevará.
Essas diferenças de nível
poderão ser lentas ou repentinas,
dependendo do fenômeno que as
provocar. É importante levar
em conta que, se por qualquer motivo
houver uma repentina redução
do nível, isto poderá
abranger até várias milhas
de profundidade. Nesse caso, o volume
de água afetado seria enorme
e não só arrastaria consigo
até seu vórtice (dentro
de um redemoinho) tudo o que se acha
na superfície do mar como tudo
o que estiver no ar, pois a grande massa
de ar ocuparia o vazio deixado pela
água deslocada. Tratando-se das
profundidades que existem nas zonas
AGM, que oscilam entre 6 e 15 mil metros,
nada do que se precipite até
o vórtice do redemoinho poderá
voltar à superfície, o
que se deve às grandes pressões
que uma massa de água dessa ordem
impõe.
Sabemos
que aviões em vôo se encontram
sujeitos à ação
de correntes ascendentes ou descendentes,
que muitas vezes provocam descidas súbitas
de até 3 ou 4 mil metros, exigindo
da estrutura desses aparelhos um esforço
de tal grandeza que, muitas vezes, chegam
a destruí-los em pleno vôo.
Um avião que estivesse sobrevoando
uma dessas zonas AMG a uma altitude
suficientemente baixa, seria arrastado
pela massa de ar que preenche o vazio
deixado pela massa de água. O
avião seria absorvido até
o vórtice do redemoinho e não
voltaria à superfície.
Ele também seria esmagado pelo
peso enorme da água que o encobriria.
O que se aplica a um único avião
também serve para uma esquadrilha
deles.
Fenômenos
Ameaçadores
Uma
observação comum em todos
os relatos referentes ao Triângulo
das Bermudas: nesta vasta área
são observados vários
fenômenos naturais diferentes,
pois não são observados
facilmente em outras regiões
do mundo. São fenômenos
naturais gigantescos e mais freqüentes
que em outras áreas. Parecem
igualmente ameaçadores a quem
viaja nas redondezas.
Por exemplo: somente nas águas
das Bermudas existem as cavernas submarinas
conhecidas como "buracos azuis".
Milhares de anos atrás, elas
estavam na superfície e com a
terceira glaciação, os
mares se elevaram e submergiram boa
parte das costas. Esses "buracos
azuis" se ramificam em túneis
e desvios e que, às vezes, se
comunicam com as águas interiores
das ilhas. Eles são um mar dentro
de outro, com seus peixes, suas correntes
e seus fenômenos. Uma expedição
submarina encontrou um pesqueiro encravado
numa dessas grutas submarinas. Serão
eles os responsáveis pelos navios
desaparecidos no "Triângulo?"
Isso seria válido apenas no caso
de pequenas barcas e iates; nunca para
grandes navios.
Os
vórtices profundos são
realmente perigosos às grandes
embarcações. São
verdadeiras "goelas" que se
destacam das grandes correntes oceânicas.
Os vórtices podem tanto aparecer
próximos à superfície
como a grandes profundidades (abaixo
até dos 400 metros de profundidade).
Eles foram descobertos por acaso, quando
um oceanógrafo fazia pesquisa
com bóias e notou que algumas
delas desapareciam diante de seus olhos,
como que tragadas por alguma força
misteriosa.
Em
1970, uma importante universidade americana
planejou "aprisionar" um vórtice
oceânico e a pesquisa se realizou
exatamente nas águas das Bermudas.
Desde então, sabemos que os vórtices
são freqüentes, numerosos
e diferentes um do outro. Isso mostra
que a Natureza ainda tem forças
desconhecidas. Quem sabe uma delas seja
responsável pelo "sumiço"
de aviões e navios?
Existem
ainda as trombas dágua,
gigantescas colunas de água capazes
de esmagar navios ou precipitar aviões
que voem a baixas altitudes. Outro fenômeno
comum na região são os
maremotos, podendo chegar a 70 metros
de altura. Surgem de repente, mesmo
em mar calmo. Sob essa energia uma embarcação
pode ser virada e partida em duas. Por
outro lado, também existem as
ondas de profundidade, geralmente produzidas
por desmoronamentos submarinos.
Todos
esses fenômenos explicariam em
parte os desaparecimentos de navios.
Mas, e os aviões? Nos últimos
anos, cientistas vêm estudando
certas perturbações atmosféricas,
como as turbulências de ar claro,
furacões repentinos que surgem
do choque de massas de ar de níveis
diferentes. Esse tipo de turbulência
escapa das previsões dos meteorologistas.
Enfrentando esse tipo de perturbação,
seria como se um avião tivesse
pela frente um muro e não pudesse
ultrapassá-lo.
Outro
fenômeno igualmente assustador
é a "Tempestade de Supernova",
violentíssimo temporal, com a
diferença que cresce com grande
rapidez, tem curso fulminante e desaparece
depressa.
Todas
essas teorias explicariam todos os desaparecimentos
nas Bermudas? Alguém já
conseguiu escapar de um desastre naquele
famoso triângulo?
Os
Que Escaparam
O
capitão Don Henry foi proprietário
de uma firma de salvamento marítimo
em Miami até o início
dos anos 70. Em 1966, a bordo de um
rebocador que puxava uma chata sem carga,
ele ouviu seus homens gritar assustados.
Subiu à coberta e viu-se defronte
a um estranhíssimo panorama:
céu e mar se confundiam. O horizonte
desapareceu! A bordo, ninguém
conseguiu dizer o que ocorria e a bússola
tinha parado de funcionar. Felizmente,
os geradores continuavam funcionando
e gerando energia.
Uma
névoa densa surgiu repentinamente
na área, a ponto de esconder
a chata que era rebocada. O capitão
acionou os motores ao máximo,
mas a chata parecia oferecer resistência
para ser puxada. Muito tempo se passou
até que se conseguisse retomar
o reboque da chata. Quando isso aconteceu,
os homens ficaram espantados ao notar
que, fora da zona crítica, as
condições atmosféricas
eram absolutamente normais, possibilitando
grande visibilidade em todas as direções.
Um
fenômeno inexplicável tinha
concentrado a neblina naquele ponto,
criando condições em tudo
excepcionais. As ondas em redor das
duas embarcações, por
exemplo, eram bastante agitadas.
Outro
incidente parecido também envolveu
um rebocador que puxava um barco pesqueiro.
O mar estava ligeiramente agitado e
o tempo era bom. Súbito, uma
força misteriosa começou
a puxar o barco para baixo: era muito
forte, mas parecia poupar o rebocador,
atingindo apenas o pesqueiro. Também
nesse caso as duas embarcações
conseguiram chegar a águas tranqüilas,
permanecendo intactas.
Há
pelo menos 12 pontos que apresentam
as mesmas perturbações
magnéticas do famoso "Triângulo
das Bermudas". Esses pontos estão
distribuídos de maneira uniforme
pelo nosso planeta, a intervalos regularmente
espaçados sobre os paralelos
36 ° Norte e Sul. Nestas outras
"Zonas Malditas"os aparelhos
eletrônicos dos barcos e aviões
sofreram interferências ou foram
anulados, homens e naves desapareceram
e o espaço-tempo normal sofreu
estranhas distorções.
Fenômenos tão misteriosos
quanto os registrados no "Triângulo
das Bermudas". Os ufólogos
pesquisam o assunto e alguns observaram
que alguns fenômenos parecem acontecer
com maior freqüência quando
o planeta Marte está mais próximo
da Terra. Seria simples coincidência?
Afeganistão
e Golfo Pérsico
Somente
duas das 12 zonas estão em terra
firme: uma no Afeganistão e outra
na Antártida. As outras dez estão
no mar.
O
ponto terrestre de perturbações
magnéticas localizado no Afeganistão
forma, com o Golfo Pérsico, pelo
Sudeste, um "rombóide mortal",
centralizado nos 36° Norte e os
75° Leste, aproximadamente. A maioria
das histórias de desaparições
no local ocorreu durante a Segunda Guerra
Mundial, entre 1939 e 1945, quando os
norte-americanos e seus aliados estabeleceram
uma rota aérea de abastecimento
e controle sobre o Afeganistão.
Vários aviões ( alguns
deles transportando barras de ouro )
desapareceram misteriosamente. Como
nenhum dos aviões foi encontrado,
seus tripulantes foram considerados
como "desaparecidos".
Nas
águas do Golfo Pérsico
que formam o limite Sudoeste desta zona,
já há quase 200 anos existem
relatos de estranhas visões e
anomalias em barcos que viajavam pelas
águas próximas ao Golfo
Pérsico e o Golfo de Omã.
"Rodas fosforescentes" submarinas
são descritas constantemente.
Ondas luminosas eram observadas por
baixo da água, movendo-se à
grande velocidade, passando por baixo
dos navios. Tinham a forma de uma roda
giratória e havia ocasiões
onde uma segunda roda era vista próxima,
girando na direção contrária
da primeira.
O
famoso autor americano Charles Fort,
no "Livro dos Condenados"
apresenta boa quantidade de relatos
sobre "rodas luminosas" nesta
e nas outras zonas de perturbação.
Apesar das coincidências entre
todos os eventos, não ficou claro
como é possível que gigantescas
"rodas luminosas" são
encontradas sobre a superfície
do Golfo e o que podem estar fazendo
naquelas águas.
Para
explicar esses fatos, alguns autores
e pesquisadores têm algumas teorias:
o célebre astrônomo Carl
Sagan, junto com os autores franceses
L. Pauwells e Jacques Bergier disseram
que os fenômenos tinham ligação
com misteriosos homens-peixes vindos
do espaço e que se instalaram
nas profundezas do Golfo Pérsico.
Estes alienígenas seriam os Akpalus,
mencionado por um sacerdote babilônico
de 400 anos antes de Cristo. Este sacerdote,
chamado Beroso, teve acesso a rolos
e tábuas de escrita cuneiforme
de milhões de anos de antigüidade,
que ele sabia ler. Beroso traduziu tudo
para o grego clássico.
Carl
Sagan baseia sua teoria dos homens-peixes
nos fragmentos antigos de Cory, onde
foram compilados vários textos
de Beroso. Pela leitura destes textos
sabemos da existência de um homem-peixe
chamado Oanes, que tinha um corpo pisciforme,
mas andava erguido e vivia como um anfíbio.
Segundo se descreve desta criatura fantástica,
sob sua cabeça de peixe havia
uma segunda. Oanes teria sido o primeiro
"educador", ensinando aos
homens a construção de
casas, além de tê-los iniciado
na escrita, nas ciências e nas
artes.
Depois,
apareceram outros seres parecidos com
Oanes. Um deles foi o Anedoto Musaro
Oanes, também procedente das
águas do Golfo Pérsico.
Os Akpalus são representados
como animais-homens inteligentes, que
revestiam seu corpo com uma espécie
de capacete e manto. Por suas características
os Akpalus seriam de um planeta no qual
a água era abundante. O pesquisador
americano Robert K.G. Temple acredita
que este planeta aquático poderia
ser um dos que orbitam ao redor da estrela
Sírius. Essa estrela está
a 8,7 anos-luz da Terra e tem em sua
companhia uma estrela anã branca,
chamada de Sírius B, descoberta
nas primeiras décadas do século
XX. Espantosamente, uma tribo de Mali
conhece a existência de Sírius
B há séculos, garantindo
também que há uma outra
rodeando Sírius. Um desafio para
os astrônomos! De acordo com a
tradição daquela tribo
de Mali, seus conhecimentos astronômicos
lhes foram passados pelos egípcios,
que por sua vez os teriam recebido dos
Sumérios.
As
profundezas dos oceanos ainda são
habitadas por homens-peixe? Os descendentes
dos primeiros Akpalus continuam visitando
a Terra? O mistério parece longe
de uma solução.
Aviões
Fantasmas nas Regiões Árticas
As
Regiões árticas foram
palco de estranhas aparições
que só recentemente vieram a
público. Trata-se de relatos
sobre os chamados "aviões
fantasmas" que, entre 1932 e 1933,
sobrevoaram a península escandinava.
Segundo inúmeros testemunhos
esses aparelhos tinham a forma de grandes
aviões cinzas e faziam manobras
impossíveis às nossas
aeronaves comuns. Emitiam raios luminosos
que clareavam o terreno sobre o qual
viajavam "como se fosse dia".
Os governos escandinavos levaram a sério
estas notícias e promoveram ampla
investigação, concluindo
que havia uma "circulação
aérea ilegal sobre as zonas militares
secretas da região".
O
fenômeno que mais chamou a atenção
nestas regiões ocorreu no grande
arquipélago de Spitzberg, situado
nas regiões árticas ao
Norte da Europa. Hoje faz parte da Noruega
e lá ainda se caçam focas
e ursos brancos. Este local foi cenário
do avistamento do chamado "disco
de Spitzberg", observado em 1952
por pilotos militares noruegueses. Acreditando
tratar-se de um avião acidentado,
o governo da Noruega mandou uma equipe
de resgate, que encontrou os destroços.
Era um disco voador, muito danificado.
Apesar do dano, não restou dúvida
de que era uma nave alienígena.
Como a descoberta desse aparelho coincidiu
com a época em que o governo
norte-americano impôs sigilo sobre
Objetos Voadores Não Identificados,
tudo foi escondido do público.
Bases
Submarinas de OVNIs
Alguns
ufólogos crêem que a maioria
dos OVNIs vistos na América do
Sul ( principalmente na Patagônia,
no Chile e no Brasil ), podem vir de
bases submarinas localizadas na Antártida,
por exemplo. É interessante notar
que há um lugar naquela região
onde o clima é completamente
benigno, com uma vegetação
correspondente a uma zona temperada
e onde se poderia viver com normalidade.
Este ponto está rodeado por uma
"cortina" de tempestades magnéticas
que impedem a entrada de aviões.
Um lugar ideal para possíveis
visitantes alienígenas.
Em
julho de 1965 foram vistos fenômenos
aéreos nas bases que a Argentina,
o Chile e a Inglaterra mantém
na Antártida. A Base "Arturo
Prat", do Chile, notificou a visão
de um OVNI em 19/06/1965. Era um objeto
que voava em ziguezague, visto também
por cientistas ingleses e argentinos.
Aquele OVNI só não foi
fotografado porquê o avistamento
durou uns poucos segundos, mas sua presença
foi detectada por alguns aparelhos meteorológicos,
que sofreram interferência eletromagnética.
Verdadeiras
"frotas luminosas" são
vistas freqüentemente na região
da Patagônia, Argentina. Em 28/07/1964,
por exemplo, as autoridades de Puerto
Madryn receberam uma mensagem do navio
"Cazador" comunicando a visão
de uma luz diferente. Um barco da Noruega
que navegava na região também
presenciou aquele avistamento.
Austrália
e Nova Zelândia
Em
pleno Oceano Índico, na Austrália,
também existe uma área
curiosa. E quase sobre a Nova Zelândia,
há uma outra. Desde o final do
século XIX visões misteriosas
são notificadas por lá,
mencionando "aterrissagens"
em mares, rios, lagos, etc. OVNIs foram
relatados em 14/07/1959 na ilha do Príncipe
de Gales, quando um objeto vermelho
foi visto. No chamado "Refúgio
de Karumba, fenômeno parecido
também foi descrito. Em 16/06/1962,
por exemplo, um misterioso aparelho
prateado foi avistado. Dez anos antes,
em 27/11/1952, um piloto viu sobre a
Zona de Nedim, na Nova Zelândia,
um grande OVNI emitindo um resplendor
cinza-azulado e que voava a uma velocidade
estimada em 450 Km/h.
O
incidente mais surpreendente registrado
naquela região ocorreu em 06/02/1955
em Greymouth, quando uma violenta explosão
- ouvida em boa parte do país
- ocorreu no exato momento em que um
ponto luminoso era observado no céu.
Triângulos
da África do Sul e do Pacífico
No
Pacífico Norte está uma
das zonas de perturbação,
formando o vértice de um triângulo
imaginário e cujas outras duas
pontas estariam ao Leste e ao Noroeste
da Califórnia ( EUA ). Em março
de 1945, marinheiros americanos viram
uma esfera escura sair do mar. Ela deu
uma volta ao redor da embarcação
onde estavam, para desaparecer no horizonte.
Ao
Norte ( aos 27° 30 de latitude
Sul ), fica a Ilha de Páscoa,
onde já se registraram importantes
alterações magnéticas
em aparelhos eletrônicos de barcos.
Na
África do Sul, em 23/05/1952,
um estranho OVNI foi captado no radar,
voando a mais de 2000 Km/h sobre a Península
do Cabo. Nenhuma pessoa conseguiu vê-lo
no céu. Em outra ocasião,
em 15/09/1965, numa estrada existente
nas cercanias de Pretória, um
objeto em forma de disco, com cerca
de 10 metros de diâmetro tinha
aterrissado. Policiais que foram ao
local viram o aparelho decolar em meio
a grandes labaredas, desaparecendo rapidamente.
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