Conquanto
brilhe o sol da oportunidade feliz,
abrindo campo para a ação
e para a paz, a sombra teimosa da
tristeza envolve-te em injustificável
depressão.
Gostarias de arrancar das carnes da
alma este espinho cravado que te faz
sofrer, e, por não o conseguires,
deixas-te abater.
Conjecturas
a respeito da alegria, do corpo jovem,
dos prazeres convidativos, e lamentas
não poder fruir tudo quanto
anelas.
A
tristeza, porém, é doença
que, agasalhada, piora o quadro de
qualquer aflição.
A
sua sombra densa altera o contorno
dos fatos e das coisas, apresentando
fantasmas onde existe vida e desencanto
no lugar em que está a esperança.
Ela
responde pela instalação
de males sutis que terminam por desequilibrar
o organismo físico e a maquinaria
emocional.
Luta
contra a tristeza, reeducando-te mentalmente.
Não
dês guarida emocional às
suas insinuações.
Ninguém
é tão ditoso quanto
supões ou te fazem crer.
A
Terra é o planeta-escola de
aprendizes incompletos, inseguros.
A
cada um falta algo, que não
conseguirá conquistar.
Resultado
do próprio passado espiritual,
o homem sente sempre a ausência
do que malbaratou.
A
escassez de agora é conseqüência
do desperdício de outrora.
A
aspiração tormentosa
é prova a que todos estão
submetidos, a fim de que valorizem
melhor aquilo de que dispõem
e a outros falta.
Lamentas
não ter algo que vês
noutrem, todavia, alguém ambiciona
o que possuis e não dás
valor.
Resigna-te,
pois, e alegra-te com tudo quanto
te enriquece a existência neste
momento.
Aprende
a ser grato à vida e àqueles
que te envolvem em ternura, saindo
da tristeza pertinaz para o portal
de luz, avançando pelo rumo
novo.
Jesus,
que é o "Espírito
mais perfeito" que veio à
Terra, sem qualquer culpa, foi incompreendido,
embora amando; traído, apesar
de amar, e crucificado, não
obstante amasse...
Desse
modo, sorri e conquista o teu espaço,
esquecendo o teu espinho e arrancando
aquele que está ferindo o teu
próximo.
Oportunamente,
descobrirás que, enquanto te
esqueceste da própria dor,
lenindo a dos outros, superaste-a
em ti, conseguindo a plenitude da
felicidade, que agora te rareia.
Franco,
Divaldo Pereira. Da obra: Momentos
de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna
de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1988.