Uma
paciente, com histórico de epilepsia,
foi enviada ao CEPAL, em 1983, para
aprender controlar as convulsões
que vinha padecendo diariamente. Há
vários anos vinha sendo tratada
sem resultados com os tratamentos clássicos.
Durante o exercício de regressão
ela se vê caindo num precipício,
fraturando o crânio e morrendo
em conseqüência desse traumatismo.
No dia seguinte dessa experiência
regressiva, ela veio procurar-nos, muito
apreensiva, dizendo-nos:
- "Professor Eudes!... Eu sou católica!...
e a igreja católica não
aceita a reencarnação...
Mas eu me vi!... Era eu!"!...
Nós a tranqüilizamos, dizendo-lhe
que não se preocupasse com isso,
porque ela poderia ver isso ( os conteúdos
de sua experiência regressiva),
como sendo um processo do inconsciente,
assim como são os nossos sonhos.
Nos sonhos todas as noites, e muitas
vezes nos vemos em situações
e lugares que nunca estivemos antes,
mas mesmo assim, os sonhos são
importantes para o equilíbrio
do nosso psiquismo. Assim também,
são importantes essas vivências
regressivas. Elas não precisam
ser literalmente verdadeiras, mas psicologicamente
elas são reais.
Os exames neurológicos dessa
paciente, tomografia, EEG, etc., segundo
o seu médico, não apresentavam
nenhum foco que justificasse as convulsões,
e estas não respondiam aos medicamentos
anticonvulsivos convencionais (estas
são as características
predominantes, presentes nos casos que
respondem bem à regressão,
segundo a maioria dos autores que tem
usado a regressão como terapia
).
De acordo com a teoria da reencarnação,
essas convulsões seriam conseqüências
daquelas lesões traumáticas,
causadora da morte daquela pessoa numa
vida passada.
Após essa regressão as
convulsões diminuíram
dramaticamente, a paciente não
sofreu nenhuma convulsão durante
um ano.
Seu período de melhora, há
mais de 15 anos, continua até
hoje.
Observação importante:
Tivemos vários casos com melhora
significativa, com o uso da hipnose,
em quadros convulsivos. O primeiro caso
tratado por nós, foi registrado
em 1964, no Hospital "El Prado",
em Montevidéu. Tratava-se de
uma paciente de 34 anos, com histórico
de epilepsia com seis anos de tratamento.
O tratamento com hipnose durou três
meses, com três sessões
semanais. Acompanhamos aquela paciente
pelo período de dez anos, sem
recaída. Outros autores citam
casos semelhantes, com bons resultados,
mesmo quando não apareceram relatos
de vidas passadas durante a hipnose
. Não importa se a pessoa "lembra"
ou não episódios passados,
a hipnose é um importante coadjuvante
no tratamento desses casos. K. Platonov
e Krasnogorsky citam vários casos
de epilepsia reflexo-condicionado que
responderam muito bem à hipnose
(sem regressão).
Eliezer C. Mendes cita vários
casos de epilepsia, tratados por meio
do psicotranse e da captação.
Guiliarosky demonstrou que o eletro-sono
também melhora os estados epiléticos,
estabilizando as ondas cerebrais. Mais
recentemente as técnicas do biofedback
de ondas cerebrais, também vem
sendo utilizada no tratamento desses
pacientes, com excelentes resultados.
Tudo isto nos confirma a interdependência
entre mente e corpo, entre emoção
e pensamento, como nos demonstra Joseph
LeDoux e outros autores.
FONTE DE PESQUISA CEPAL (11) 3835 3389
mensageirosdoceu.net
- 2004 - 2009 - Todos os Direitos Reservados.