I.P.
era
uma mulher muito bonita e charmosa e
dizia ter muita facilidade para iniciar
novos relacionamentos mas, quando começava
a se sentir apaixonada, criava alguma
crise irreparável e destruía
tudo.
Na sua primeira regressão, I.P.
reviveu uma situação de
intensa raiva, pois era mulher e não
podia ter a liberdade que os homens
tinham.
Amava muito um homem que nunca estava
presente, um aventureiro que não
lhe deixavam seguir.
Suas sessões seguintes apresentaram
sempre dificuldades de encontro e muita
raiva.
Num determinado momento, resolveu abandonar
sua casa e ir ao encontro do homem que
amava.
Quando
o encontrou, era o fim de uma guerra
da qual ele participara e por fim ficaram
juntos, vivendo ali mesmo naquela cidade
que tentavam reconstruir.
Após quatro dias, um inimigo
solitário voltou e, numa emboscada,
matou algumas pessoas, entre as quais
aquele homem que I.P. amava.
Ao final da sessão, ainda chorando,
I.P. me perguntou o que devia fazer
com aquilo tudo e eu respondi:
"nada,
apenas ter revivido isso com aceitação
e presença já é
o suficiente. Você já compreendeu,
apenas descanse um pouco agora."
Saí da sala, deixando-a sozinha
por alguns minutos e, quando voltei
para conversarmos, ela estava em paz.
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