Trata-se
do caso do pescador Willian George,
membro da tribo dos tlingits, Alasca,
EEUU. Em várias ocasiões,
conversando com seu filho e sua nora,
ele disse que iria reencarnar como filho
deles e que seria reconhecido pelas
marcas que traria no corpo, semelhantes
às que tinha no ombro esquerdo
e na face interna do antebraço.
Em julho de 1.949 entregou a seu filho
um relógio de ouro que estimava
muito, pedindo que o conservasse para
quando retornasse em outra existência.
No mês seguinte Willian George
saiu para pescar e desapareceu, sem
que seu corpo fosse jamais encontrado.
Pouco
tempo depois sua nora engravidou e,
a 5 de maio de 1.950, deu à luz
a um menino. Durante o parto ela sonhou
que seu sogro aparecera e, quando voltou
a si depois do parto, esperava ver o
sogro (talvez como um espírito)
em sua forma adulta anterior. Mas o
que viu foi um bebê robusto que
trazia em seu corpo sinais exatamente
iguais aos que seu sogro tinha em vida
e também nas mesmas regiões.
A identificação dessas
marcas de nascença levou os pais
a chamá-lo de Willian George
Júnior.
À
medida que o menino crescia, mostrava
traços de gostos, aversões
e aptidões semelhantes aos do
avô. Este, por exemplo, costumava
virar o pé direito para fora,
hábito que o menino também
apresentava. Os traços faciais,
a tendência à irritabilidade,
o hábito de dar conselhos, o
conhecimento de pesca e de barcos e
dos lugares piscosos eram semelhantes
aos do avô, e, o que é
bastante estranho, o jovem tinha um
incomum medo da água. Também
era mais sério e sisudo que seus
companheiros.
Além
dessas características, o menino
mostrava marcante identificação
entre a sua personalidade e a do seu
avô, dizia que a tia-avó
era sua irmã e tratava os outros
como se fossem filhos ou filhas.
Quanto
ao relógio de ouro, um dia sua
mãe resolveu examinar as jóias
que possuía e tirou-as juntamente
com o relógio, do porta-jóias.
Quando o garoto viu o que ela estava
fazendo, agarrou o relógio dizendo
que era seu e só com muita dificuldade
a mãe conseguiu que ele o devolvesse.
Os
familiares do menino, que foram cuidadosamente
inquiridos pelo pesquisador, afirmaram,
categoricamente, que jamais haviam falado
sobre o relógio ou mencionado
as palavras de Willian George.
O
caso de Willian George Jr mostra as
seguintes evidências reencarnacionistas:
recordações iniciando-se
na infância, visão, déjá
vu (reconhecimento de um lugar onde
nunca se esteve antes), sonhos anunciadores,
informações da própria
pessoa antes de morrer, prometendo voltar,
defeitos congênitos e marcas de
nascença, aptidões inatas
ou sankharâ.
Dr.
Ian Stevenson americano, que
foi chefe da Divisão de Parapsicologia
do Departamento de Psiquiatria da Universidade
de Virginia, EUA
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